Faleceu nesta quarta-feira (21) a mulher de 79 anos que havia sido baleada pelo ex-genro em sua residência, localizada no bairro Cidade Dutra, zona sul de São Paulo. A idosa estava sob cuidados médicos no Hospital do Grajaú desde a noite de segunda-feira (19), data em que ocorreu o crime.
A confirmação do óbito foi emitida pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que não divulgou detalhes específicos sobre a causa clínica imediata. O episódio envolveu uma situação de crise com reféns, resultando também na internação da filha da vítima, ex-esposa do suspeito, que também foi atingida por disparos de arma de fogo e permanece na mesma unidade hospitalar, sem atualizações oficiais sobre seu quadro de saúde.
O autor dos disparos, um homem de 58 anos, faleceu no local após a intervenção de um atirador de elite da Polícia Militar. De acordo com os registros, ele invadiu o imóvel da ex-sogra pulando o muro durante a tarde e manteve quatro pessoas sob ameaça por aproximadamente duas horas: a ex-companheira, a mãe dela, um irmão e uma inquilina.
Durante as negociações conduzidas pelas autoridades, o indivíduo utilizou a ex-esposa como escudo humano em diversos momentos. A ação policial culminou no disparo tático após o homem se mostrar irredutível quanto à rendição, conforme relatado pelas forças de segurança presentes na Rua Castel Gandolfo, onde a área foi isolada.
Relatos familiares e apreensão de armamento
Segundo informações fornecidas pelo irmão da ex-esposa do suspeito, os disparos contra a idosa foram efetuados pelo homem antes mesmo da chegada das viaturas policiais ao local. A ocorrência foi registrada no 101º Distrito Policial (Jardim Imbuias). Durante a varredura realizada após o desfecho do confronto, os agentes de segurança apreenderam quatro armas de fogo na cena do crime.
O armamento, conforme apurado preliminarmente, pertencia ao filho do suspeito. A Polícia Civil segue com os procedimentos investigativos para esclarecer a dinâmica completa dos fatos e a origem dos equipamentos utilizados durante o sequestro.
O histórico do relacionamento entre o suspeito e a filha da vítima aponta para um término ocorrido em 2025, situação que o homem não aceitava. Familiares relataram que, durante os anos de convivência, o comportamento dele era marcado por agressividade e possessividade.
O irmão da mulher ferida, Geraldo Germano, descreveu o controle exercido pelo ex-cunhado sobre a irmã em entrevista à TV Globo. “Ele proibia ela de vir visitar a mãe, ela não tinha liberdade“, afirmou Geraldo, destacando o isolamento imposto à mulher durante o período em que estiveram casados.
Detalhes da operação policial especializada
A operação contou com a presença do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). O major Oliveira Junior, integrante da unidade, declarou que o indivíduo apresentava grande nervosismo durante as tratativas. A decisão pelo tiro de comprometimento por parte do sniper ocorreu diante da avaliação de risco iminente às vítimas e da recusa do suspeito em se entregar. Após ser atingido, o homem faleceu ainda no local da ocorrência. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, encerrando-se com o saldo do falecimento da idosa dias após o resgate e a neutralização do tomador de reféns.
