As buscas pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, seguem sem resultados concretos após 18 dias do desaparecimento em Bacabal, no interior do Maranhão. As forças de segurança permanecem atuando na região, que envolve áreas rurais, mata fechada e cursos d’água, considerados de difícil acesso para as equipes mobilizadas desde o início do caso.
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (22), o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que as operações continuam em ritmo intenso e não há qualquer previsão de interrupção dos trabalhos. Segundo ele, mesmo sem vestígios recentes, a prioridade absoluta segue sendo a localização das crianças, com a manutenção de recursos humanos e tecnológicos empregados nas buscas.
Buscas por crianças no Maranhão
O secretário reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas equipes, mas reforçou o compromisso do Estado com a continuidade da operação. Ele também destacou que o caso exige cautela e responsabilidade na circulação de informações.
Durante a coletiva, Maurício Martins fez um apelo direto à população e às pessoas que acompanham o caso pelas redes sociais para que evitem a divulgação de boatos ou informações não confirmadas. Segundo ele, esse tipo de atitude pode atrapalhar o trabalho das equipes e prejudicar o andamento das investigações, que seguem sob sigilo parcial.
Tenente-coronel se manifestou
Paralelamente às buscas em campo, uma investigação policial está em curso para apurar as circunstâncias do desaparecimento. De acordo com o tenente-coronel João Carlos Duque, do Exército Brasileiro, cerca de 200 quilômetros já foram percorridos pelas equipes em operações terrestres e fluviais, sem que rastros das crianças fossem encontrados. “Essa constatação nos dá esperança de encontrá-las com vida”, afirmou. O inquérito é conduzido por uma comissão especial formada por delegados de Bacabal e São Luís e já ultrapassa 500 páginas.
