Resgatados com vida, mãe e filho de 11 anos não resistem após afogamento no mar

O incidente ocorreu na manhã de sábado em um trecho da orla utilizado para pesca; um homem também foi socorrido e levado ao hospital.

PUBLICIDADE

Uma mulher de 47 anos e seu filho, uma criança de 11 anos, faleceram na manhã deste sábado (24) após sofrerem afogamento na praia de Tramandaí, situada no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A confirmação do parentesco entre as vítimas foi realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar do RS, que atendeu a ocorrência. O incidente aconteceu em um trecho da orla que não dispõe de monitoramento por guarda-vidas, sendo um local habitualmente frequentado para a prática de pesca, o que exige atenção redobrada por parte dos frequentadores da região litorânea devido à ausência de vigilância constante.

As equipes de resgate atuaram prontamente para retirar as vítimas da água, iniciando os procedimentos de primeiros socorros ainda na faixa de areia antes do deslocamento para a unidade de saúde. Ambos foram encaminhados com urgência ao Hospital de Tramandaí para receber atendimento médico especializado. Apesar da rápida mobilização dos socorristas e de todos os esforços empregados pelas equipes médicas na instituição hospitalar, mãe e filho não resistiram e vieram a óbito. Além deles, um homem foi resgatado no mesmo ponto e levado para receber assistência médica, mas até o momento não foram divulgados detalhes oficiais sobre seu quadro clínico.

Riscos em áreas sem monitoramento

O local onde ocorreu o afogamento apresenta características específicas que elevam o perigo para os banhistas, incluindo a presença de correntes de retorno que podem surpreender quem entra no mar. Segundo as informações repassadas pela corporação de bombeiros, o fato de o trecho ser tradicionalmente utilizado como área de pesca implica riscos adicionais e a ausência de postos de salvamento fixos torna o tempo de resposta em emergências um fator crítico. A dinâmica das águas nessas regiões pode mudar rapidamente, reforçando a necessidade de extrema cautela por parte da população ao escolher o local para entrar na água.

Diante do acontecimento, as autoridades reforçam a importância de evitar o banho de mar em zonas que não estejam devidamente sinalizadas ou que careçam da presença de profissionais de salvamento. Regiões situadas nas proximidades de estruturas fixas, como plataformas de pesca, canais e outros obstáculos, costumam oferecer riscos maiores de afogamento. A recomendação oficial é que os veranistas busquem sempre locais que possuam a bandeira de sinalização indicativa das condições do mar e evitem se aventurar em pontos isolados da orla.

Orientações de segurança no mar

O Corpo de Bombeiros orienta que a prevenção continua sendo a principal medida para garantir a segurança durante o período de veraneio no litoral gaúcho. Os banhistas devem priorizar as áreas que contam com guaritas ativas e respeitar rigorosamente as orientações repassadas pelos guarda-vidas. Seguir as recomendações de segurança e observar as placas informativas sobre as condições de banho são atitudes fundamentais para evitar que novos incidentes ocorram em trechos considerados perigosos ou impróprios para a recreação aquática.