Gabinete de Segurança Institucional toma decisão importante sobre caminhada Nikolas Ferreira

Mobilização que tomou conta de apoiadores de Jair Bolsonaro chegará ao destino final neste domingo (25).

PUBLICIDADE

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) reinstalou neste sábado (24) as grades de proteção no entorno do Palácio do Planalto, em Brasília, como resposta preventiva à caminhada de protesto liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A mobilização ocorre em reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nos atos de 8 de janeiro, completando seis dias de percurso até a capital federal.

A manifestação percorreu cerca de 240 quilômetros, partindo do interior de Minas Gerais, e tem previsão de encerramento em Brasília neste fim de semana. Em nota oficial, o GSI afirmou que a medida segue protocolos de segurança do complexo presidencial.

PRF alerta para riscos e cobra responsabilidade do organizador

Ao longo do trajeto, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) passou a emitir alerta diante do aumento de aglomerações e de relatos de ferimentos entre participantes. A corporação confirmou o envio de um ofício ao parlamentar, ressaltando a necessidade de medidas preventivas. Segundo a PRF, o documento “destaca a necessidade de adoção de ações para mitigação de riscos à segurança, observada a responsabilidade do parlamentar na condição de organizador da caminhada”.

O avanço do protesto coincidiu com decisões judiciais que endureceram o controle na capital. Nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada imediata de acampamentos montados nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, onde apoiadores se concentravam desde a transferência de Bolsonaro, ocorrida em 15 de janeiro.

STF manda desmontar acampamentos e clima esquenta

A ordem do STF atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após a instalação de barracas e faixas com pedidos de anistia ao ex-presidente. Jair Bolsonaro está atualmente detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, prédio vizinho ao complexo prisional e conhecido como “Papudinha”, o que intensificou a mobilização de seus apoiadores.