Este é o valor extraordinário de herança que Suzane von Richthofen pode herdar do tio

Sem testamento, patrimônio milionário vira novo campo de batalha judicial envolvendo o nome mais polêmico do país.

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A morte do médico aposentado Miguel Abdalla Neto, aos 76 anos, abriu um novo e explosivo capítulo judicial envolvendo Suzane von Richthofen. Sem deixar testamento, o tio de Suzane acabou colocando em rota de colisão possíveis herdeiros de um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões, composto por imóveis, aplicações financeiras e um sítio no litoral paulista. O óbito ocorreu dentro da própria residência, em São Paulo, e é tratado pela Polícia Civil como morte suspeita.

Sem pais, filhos, irmãos ou cônjuge oficialmente reconhecidos, a sucessão segue o que determina a lei brasileira. Nesse cenário, Suzane e o irmão, Andreas von Richthofen, figuram como herdeiros legítimos por serem sobrinhos diretos. No entanto, Andreas não foi localizado até o momento para participar da partilha, o que pode complicar ainda mais o processo de divisão dos bens.

Disputa judicial esquenta e união estável entra em cena

A herança passou a ser contestada por Silvia Magnani, prima de Miguel, de 69 anos, que afirma ter mantido com ele um relacionamento por aproximadamente 14 anos. Ela busca na Justiça o reconhecimento de união estável, o que, se confirmado, lhe garante direito direto à herança. O embate entre Silvia e Suzane começou ainda na liberação do corpo e nos trâmites do sepultamento, quando Silvia conseguiu avançar com medidas judiciais.

Após o enterro, as duas tentaram acessar o imóvel do médico, mas foram impedidas por um vizinho que detinha a chave da residência. Ele afirmou que só entregaria o acesso mediante ordem judicial, reforçando o clima de tensão e insegurança em torno do espólio deixado por Miguel Abdalla.

Passado pesa e herança reacende caso histórico

O caso chama ainda mais atenção porque foi o próprio Miguel quem, no passado, atuou para impedir que Suzane herdasse cerca de R$ 10 milhões dos pais, assassinados em 2002. Na época, a Justiça a declarou herdeira indigna. Agora, ironicamente, Suzane pode voltar ao centro de uma disputa milionária, reacendendo debates jurídicos e morais que continuam a mobilizar a opinião pública.