A saída de Matheus do BBB26 representou muito mais do que uma alta porcentagem de rejeição, servindo como um verdadeiro catalisador para uma análise crítica sobre sua conduta no reality. Já fora da casa, ele confessou que a realidade se impôs ao resgatar um questionamento emblemático feito por Edilson, o Capetinha: “Está todo mundo errado e tu está certo?”.
Esse questionamento ressoou fortemente assim que ele confrontou os números da votação, levando-o a admitir que transformou o convívio em um embate particular, fechando-se para críticas e perdendo a capacidade de vigiar suas próprias ações. Ao avaliar sua trajetória, o ex-competidor reconheceu que a sede pelo prêmio acabou extrapolando limites e gerando comportamentos que não refletem sua essência.
Mudança de postura
“Não tinha como eu continuar insistindo no erro de achar que só eu estava certo”, evidenciando sua mudança de perspectiva. Além disso, Matheus pontuou que o isolamento e a pressão emocional comprometem a clareza mental, justificando que: “A tensão é algo que triplica o seu raciocínio lá”, o que acaba transformando impulsividade em uma falsa sensação de estratégia.
Confrontos, leituras equivocadas e aprendizado
Matheus acredita que parte das reações negativas surgiu de mal-entendidos sobre suas declarações, ainda que admita ter sido infeliz em certos momentos. Sobre a polêmica ocorrida durante o desfile, ele afirmou que: “Não foi intenção de atingir uma classe, atingir um gênero”. Além disso, o ex-participante pontua que o confronto direto com Ana Paula Renault foi um fator determinante para sua eliminação, reconhecendo que subestimou o favoritismo e o impacto da rival junto ao público externo.
Atualmente, com o distanciamento necessário, ele consegue identificar falhas mais severas e admitir suas próprias carências. Ao mencionar sua mãe, Karen Amaro, Matheus demonstrou profundo arrependimento por não ter agido de acordo com os valores que recebeu em casa, desabafando que: “Tive zero letramento racial lá dentro”. Para ele, o processo de saída do programa, embora difícil, trouxe o aprendizado de que o exercício da autocrítica é o único caminho para sua evolução pessoal e para a recuperação de sua imagem pública.
