Polícia Federal entra na jogada e age rapidamente após retorno dos adolescentes do caso Orelha ao Brasil

Com apoio da Polícia Federal, a Polícia Civil de SC interceptou dois adolescentes suspeitos pelo óbito do cão Orelha ao retornarem dos EUA.

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A Polícia Civil do estado de Santa Catarina anunciou nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, um avanço significativo nas investigações sobre a morte do cachorro comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. Dois dos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no linchamento do animal retornaram ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos e foram imediatamente interceptados pelas autoridades.

Segundo as investigações, a viagem internacional dos jovens já estava previamente agendada, mas o retorno ao país teria sido antecipado. Para garantir o sucesso da operação, a Polícia Civil contou com o apoio estratégico da Polícia Federal no rastreio dos investigados, o que permitiu identificar o voo exato em que eles regressariam.

Celulares apreendidos e intimação

Tão logo desembarcaram em solo brasileiro, os adolescentes foram alvos do cumprimento de mandados de busca e apreensão. Durante a abordagem, os agentes recolheram os telefones celulares da dupla, que agora passarão por perícia para a extração de dados que possam auxiliar no esclarecimento do crime.

Além da apreensão dos aparelhos, os menores foram formalmente intimados a prestar depoimento sobre o caso. Os nomes não foram divulgados, por vedação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Outros dois suspeitos também foram identificados

A ação desta quinta-feira complementa as diligências realizadas no início da semana. Em outra operação deflagrada na última segunda-feira, dia 26 de janeiro, os outros dois jovens acusados de compor o grupo responsável pelo ataque ao cachorro Orelha também já haviam sido alvos de mandados policiais.