As forças de segurança de Minas Gerais entram no segundo dia de buscas intensas pela pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de três anos, que desapareceu na Zona Rural de Jeceaba. Enquanto a operação avança pela mata, a família esclareceu a dinâmica do sumiço.
Segundo Luis Felipe Maciel Morais, tio da criança, Alice estava brincando no quintal do sítio da avó na última quinta-feira (29) quando, em um momento de descuido, conseguiu abrir o portão da propriedade e saiu sem que ninguém percebesse. Desde então, não foi mais vista.
Buscas de alta tecnologia em terreno difícil
A força-tarefa, que iniciou os trabalhos às 14h30 de ontem, enfrenta um cenário geográfico desafiador. A propriedade é cercada por uma densa área de mata que se estende por 40 hectares — um terreno irregular e de difícil acesso.
Para vencer a topografia e a vegetação, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar estão utilizando recursos avançados, como drones com câmeras térmicas capazes de detectar calor humano em meio à mata fechada, além de cães farejadores treinados para rastrear o cheiro da menina, bem como voluntários e moradores locais, que se uniram aos agentes para ampliar a varredura.
Desafio do autismo não verbal
Além das dificuldades do terreno, as equipes lidam com uma barreira de comunicação crítica. Alice é autista não verbal, o que significa que ela provavelmente não responderá aos chamados dos bombeiros ou gritará por socorro, tornando a varredura visual e térmica ainda mais essencial para o sucesso do resgate.
