A investigação sobre a morte do cão Orelha, agredido em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, teve uma reviravolta importante. Um dos adolescentes que teve a imagem amplamente divulgada como suspeito foi declarado inocente pela Delegacia de Proteção Animal de Santa Catarina.
A polícia confirmou que ele não aparece nas imagens do crime e a família provou que o jovem sequer estava no local naquelas datas. Agora, ele consta no processo apenas como testemunha. O impacto da acusação injusta foi severo para a família.
Pai de jovem se pronuncia após repercussão do caso Orelha
O pai do jovem relatou o choque do filho, que afirmou nunca ter visto o cachorro, enquanto a mãe revelou que precisou de auxílio psiquiátrico para lidar com a exposição e o medo pela saúde mental do adolescente.
“[Quando soube] eu fui acordar ele e falei: ‘Teu nome tá sendo citado’. Ele me respondeu: ‘Pai, é impossível, eu nunca vi o cão Orelha”, disse o pai do jovem.
Entenda investigação sobre o caso Orelha
O caso de Orelha, que precisou sofrer eutanásia devido à gravidade das agressões, gerou grande comoção e pressão popular por justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil continua o trabalho para identificar se os outros três adolescentes estão envolvidos no crime.
Como não há vídeos do momento exato da agressão, o inquérito foca na perícia de celulares apreendidos e no depoimento de testemunhas para entender quem iniciou o ataque e quem participou. Dois dos suspeitos haviam viajado para os Estados Unidos após o episódio, mas já retornaram ao Brasil.
Segundo inquérito é aberto após morte do cão Orelha; entenda
Paralelamente, a investigação cresceu e um segundo inquérito foi aberto, indiciando três adultos por suposta coação de testemunhas. A polícia suspeita que houve tentativas de intimidar pessoas e orientar os adolescentes a esconderem fatos. O caso segue sob sigilo devido ao envolvimento de menores, e a Justiça ainda definirá quais medidas socioeducativas serão aplicadas aos culpados.
