Um adolescente que teve a imagem associada à morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, foi oficialmente retirado da lista de suspeitos pela Polícia Civil de Santa Catarina. A Delegacia de Proteção Animal confirmou nesta sexta-feira que o jovem não tem qualquer envolvimento com o caso e agora figura apenas como testemunha na investigação.
De acordo com a polícia, após análise das imagens reunidas pelas equipes, ficou comprovado que o adolescente não aparece nos registros relacionados ao episódio, apesar de ter sido citado inicialmente como possível participante. A família também apresentou provas de que ele sequer estava na Praia Brava no período em que ocorreram as agressões ao animal, o que reforçou sua inocência.
Reviravolta no caso Orelha
O pai do jovem afirmou que o filho nunca teve contato com o cachorro e ficou profundamente abalado ao descobrir que era alvo da apuração. A mãe relatou que precisou buscar ajuda psiquiátrica diante da exposição pública e demonstrou preocupação com os impactos emocionais sofridos pelo adolescente após ser injustamente apontado como suspeito.
Entenda o que aconteceu com o cão Orelha, brutalmente agredido
O caso aconteceu no dia 4 de janeiro, quando Orelha foi agredido na Praia Brava. O animal, que era cuidado pela comunidade local, foi encontrado em estado grave por moradores e acabou sendo submetido à eutanásia no dia seguinte devido à extensão dos ferimentos.
Inicialmente, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos, mas um deles agora foi oficialmente descartado da investigação. A Polícia Civil segue apurando o envolvimento dos outros jovens, buscando definir responsabilidades individuais.
Polícia Civil investiga envolvidos em caso de Orelha
A análise de celulares apreendidos é considerada fundamental para esclarecer se houve combinação de versões ou tentativa de ocultar fatos. Paralelamente, um segundo inquérito apura a possível coação de testemunhas por três adultos. Mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança estão sendo avaliadas, e o processo tramita em sigilo por envolver menores de idade, ainda sem definição sobre eventuais medidas socioeducativas.
