O reencontro entre Karine Maciel e sua filha, Alice Maciel Lacerda Lisboa, de quatro anos, foi marcado por intensa emoção e alívio após o susto vivido na Zona Rural de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. A menina, que havia desaparecido em uma área de mata, voltou aos braços da mãe após dias de angústia. Em entrevista concedida à TV Globo, a jovem não conteve as lágrimas e chorou sem parar ao falar sobre o fim do pesadelo.
Aproveitando o espaço, Karine fez um forte desabafo e expressou sua profunda gratidão a todos que se mobilizaram pela causa. Ela agradeceu aos militares do Corpo de Bombeiros, às equipes de reportagem e aos internautas que ajudaram na divulgação. No entanto, a ênfase maior foi dada aos voluntários, moradores da região que abandonaram seus afazeres e rotinas durante os três dias de buscas para atuar incansavelmente como socorristas.
“Meu coração ‘tá’ aliviado. Muito obrigado a todo mundo que compartilhou, que teve incentivo em compartilhar. ‘Brigada’ a todo mundo que tá a aqui: a Polícia Civil, as reportagens, Polícia Militar, bombeiros, todo mundo, principalmente os voluntários, todo mundo que tirou um tempo para ajudar”, agradeceu.
Estado de saúde surpreendente
Apesar de ter permanecido dois dias e duas noites perdida na mata, exposta às intempéries, o estado de saúde de Alice surpreendeu positivamente as autoridades e a família. De acordo com a avaliação feita pelo Corpo de Bombeiros, a menina praticamente não apresentava nenhum ferimento físico significativo, contrariando as expectativas de um desgaste maior dada a duração e as condições do desaparecimento.
Sinais vitais preservados
Os socorristas constataram que os sinais vitais da criança estavam íntegros e perfeitos, demonstrando uma resistência impressionante para a idade. As únicas marcas visíveis no corpo da pequena eram vestígios de capim, evidenciando que ela esteve em contato direto com a vegetação densa, mas sem sofrer traumas ou lesões graves durante o período em que esteve sozinha.
Alice foi localizada a cerca de dois quilômetros de distância do sítio dos seus avós, ponto de onde havia escapado sem que os adultos percebessem na tarde da última quinta-feira, dia 29 de janeiro. A rapidez no início das buscas, que começaram no mesmo dia do desaparecimento, aliada ao esforço conjunto da comunidade, foi fundamental para esse desfecho feliz.
