Após o incidente envolvendo a queda de um raio durante a manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na Praça do Cruzeiro, em Brasília, o episódio ganhou repercussão nacional. Diversas pessoas ficaram feridas durante o ato político, realizado em 25 de janeiro, o que levantou debates sobre segurança em eventos de grande porte realizados em áreas abertas da capital federal.
Diante da situação, a vereadora de Maringá Giselli Bianchini (PP), no Paraná, anunciou que pretende oficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A parlamentar defende a adoção de providências imediatas, incluindo a possível instalação de para-raios no local. Para ela, a Praça do Cruzeiro não pode permanecer exposta a riscos considerados previsíveis, especialmente em períodos de instabilidade climática.
Pedido a Lula
A vereadora também se manifestou contra atitudes de desrespeito nas redes sociais, criticando comentários irônicos direcionados às vítimas do acidente. Segundo ela, o fato de não haver mortes deve ser encarado como um acontecimento positivo, destacando que o episódio poderia ter tido consequências ainda mais graves.
Ato marcado por queda de raio
O ato marcou o encerramento da chamada “Caminhada da Liberdade”, mobilização que percorreu mais de 250 quilômetros entre Pacaratu, em Minas Gerais, e Brasília. Durante o trajeto, Nikolas Ferreira reuniu apoiadores em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido no Complexo Penitenciário da Papuda.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 89 pessoas receberam atendimento médico na Praça do Cruzeiro. A maioria apresentava quadro de hipotermia, enquanto 47 foram encaminhadas para unidades de saúde. Outras 11 necessitaram de cuidados mais intensivos em razão da descarga elétrica. Dados do IgesDF indicam que 27 vítimas foram levadas ao Hospital de Base e 14 ao Hospital Regional da Asa Norte. Não houve registro de óbitos.
