No Fantástico, pai de jovem investigado no caso Orelha se pronuncia sobre educação do filho: ‘Não foi de…’

Pai de adolescente investigado em agressão do cachorro Orelha faz pronunciamento.

PUBLICIDADE

A morte do cão comunitário Orelha, vítima de agressões brutais na Praia Brava, em Florianópolis, provocou forte comoção em todo o Brasil. O caso ganhou repercussão nacional após ser exibido no programa Fantástico, no domingo (1), reacendendo debates sobre maus-tratos contra animais e responsabilidade penal de adolescentes. A Polícia Civil segue investigando o envolvimento de quatro jovens no episódio.

Durante o avanço das apurações, dois adolescentes suspeitos foram interceptados ao desembarcarem de uma viagem aos Estados Unidos. Na ocasião, os celulares dos envolvidos foram apreendidos e encaminhados para análise técnica. O objetivo da perícia é identificar possíveis provas digitais, como mensagens, vídeos ou imagens, que ajudem a esclarecer a dinâmica dos fatos e a participação de cada um.

Pronunciamento de pai no Fantástico

No Fantástico, exibido neste domingo, o pai de um dos adolescentes investigados falou sobre a educação dada ao filho. “A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder”, falou.

Investigação em andamento do caso Orelha

Segundo a Delegacia de Adolescentes em Conflito com a Lei, os aparelhos estão sob responsabilidade da Polícia Científica, que realiza a extração completa dos dados. As autoridades buscam qualquer elemento que possa contribuir para a investigação. Em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente, as identidades dos suspeitos seguem protegidas por sigilo legal.

Na reportagem exibida na televisão, o pai de um dos adolescentes afirmou que defende a apuração rigorosa do caso. “Se fez, tem que responder”, disse. Ele destacou que a família não compactua com atitudes violentas e que, caso a culpa seja comprovada, o jovem deverá responder pelos atos. Ao mesmo tempo, ressaltou a importância de que tudo seja baseado em provas concretas.

Já o advogado Rodrigo Duarte da Silva, representante de duas famílias, explicou que a expectativa é pela coleta rápida dos depoimentos. Segundo ele, o objetivo é esclarecer os fatos, inocentar quem não teve envolvimento e responsabilizar eventuais culpados de forma proporcional. O caso segue mobilizando a opinião pública e reforça a cobrança por justiça no assassinato do cão Orelha.