Áudios obtidos pela CNN Brasil trouxeram uma nova reviravolta na investigação da morte do cão Orelha, em Florianópolis. Nas gravações, um porteiro do prédio onde moram os adolescentes suspeitos, afirma que o grupo agrediu algum animal com pauladas na mesma noite em que teriam arranjado confusão com ele.
Segundo o funcionário, seriam seis jovens envolvidos na ação, que ele descreveu como “folgados” em mensagens enviadas a um grupo de vigilantes. “Na mesma noite que eles arranjaram confusão comigo, eles parecem dar umas pauladas no cachorro e depois foram lá e mexeram na barraca ainda”, disse o porteiro no áudio divulgado.
Advogados de adolescentes investigados tomam atitude após áudio do porteiro ser exposto
A defesa dos adolescentes contesta as acusações e sustenta que essas mensagens do porteiro foram a origem de suposições infundadas que geraram um linchamento virtual. Os advogados afirmam que não existe nenhum vídeo comprovando o crime e que os jovens citados sequer aparecem nas imagens que circulam publicamente.
Familiares são indiciados por crime de coação contra testemunha do caso Orelha
Por outro lado, a Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três adultos da mesma família por coação de testemunha. A investigação aponta que esses familiares teriam intimidado o porteiro logo após o início do inquérito. Em janeiro, agentes chegaram a realizar buscas nas residências dos envolvidos para tentar localizar uma arma de fogo que teria sido usada nas ameaças, mas o objeto não foi encontrado.
Os familiares negam qualquer tentativa de coação e apresentam uma versão diferente para o encontro com o funcionário. Segundo a defesa, os pais apenas procuraram o porteiro para conversar e se colocar à disposição para resolver problemas anteriores envolvendo seus filhos. Eles sustentam que o contato foi uma tentativa de mediação de conflitos e não uma forma de silenciar a testemunha sobre a morte do animal.
