O caso da morte do cão Orelha, em Florianópolis, revelou um histórico de conflitos entre o porteiro de um condomínio na Praia Brava e o grupo de adolescentes suspeitos. Segundo o funcionário, os problemas começaram bem antes do crime contra o animal, motivados por episódios de bagunça, depredação de lixeiras e desrespeito aos horários de entrada e saída do prédio.
Em áudio divulgado pelo Fantástico, o porteiro relatou que as agressões ao cachorro teriam ocorrido na mesma noite em que os jovens causaram confusão na portaria. Ele descreveu o grupo de seis rapazes como “folgados” e afirmou ter gravado vídeos de atos de vandalismo praticados por eles, além de ter sido alvo de ofensas pessoais e discriminatórias por parte dos adolescentes.
Porteiro registra boletim de ocorrência após supostamente ser ameaçado por familiares de jovens
A situação escalou para a esfera criminal quando familiares dos jovens teriam ido até a portaria confrontar o funcionário pela divulgação de fotos do grupo em aplicativos de mensagens. O porteiro registrou um boletim de ocorrência por ameaça, alegando que um dos parentes parecia estar armado durante a discussão, o que levou a polícia a investigar uma possível coação de testemunha.
Porteiro expõe xingamentos ditos por adolescentes investigados
O porteiro relatou à polícia que teria sofrido ameaças de familiares dos adolescentes e prestou dois depoimentos detalhando os conflitos com o grupo. Ele afirmou ter registrado vídeos dos jovens depredando lixeiras na frente do condomínio durante a madrugada, enquanto proferiam xingamentos contra ele.
“Eles xingavam: ‘porteiro de merda’, ‘assalariado’, não sei o quê, além de ‘velho’ e ‘barrigudo’. Eu gravei bem esses guris por causa dessas coisas”, disse o trabalhador em áudio divulgado.
Além disso, os relatos apontam uma suposta tentativa de coação: após os desentendimentos, os pais dos adolescentes fotografados e o tio de um deles teriam se dirigido à portaria do prédio, gerando temor no porteiro.
