Novos áudios revelam desdobramentos na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em Florianópolis, Santa Catarina, no início de janeiro.
Nos registros, um porteiro do prédio onde moram os adolescentes suspeitos afirma que o grupo teria agredido o animal na mesma noite em que se envolveu em uma confusão com ele. O funcionário também relatou que os jovens teriam mexido em uma barraca. Disse ainda que chegou a registrar fotos deles, compartilhando comentários em um grupo de vigilância.
Áudio de porteiro é exposto na web
“Na mesma noite em que eles arranjaram confusão comigo, parece que deram umas pauladas em um cachorro”, disse o porteiro no áudio exposto na web.
Defesa de adolescentes investigados no caso Orelha se manifesta
Segundo a defesa dos adolescentes, essas mensagens teriam dado origem à suspeita de participação deles na agressão, mas até o momento não há vídeos que comprovem o crime.
Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes de dois dos menores envolvidos, pedem cautela na divulgação de imagens e informações sobre o caso, ressaltando que os adolescentes não aparecem nas imagens que circulam nas redes.
Familiares de adolescentes teriam ameaçado testemunha com arma de fogo
Além disso, três familiares dos suspeitos foram indiciados por coação de testemunha, identificada como o porteiro do prédio. O inquérito apura se eles tentaram influenciar o depoimento do funcionário. No dia 26 de janeiro, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos em busca de uma arma que supostamente teria sido usada para ameaçar a testemunha, mas o objeto não foi encontrado.
A defesa afirma que os pais apenas conversaram com o porteiro para tratar de problemas antigos envolvendo seus filhos e o funcionário, sem qualquer ameaça. Dois outros adultos também teriam se reunido com o porteiro posteriormente para esclarecer a situação.
Porteiro diz que não viu adolescentes agredindo Orelha
Em depoimento, porteiro esclareceu à polícia que não presenciou agressões ao cão Orelha ou a qualquer outro animal. Segundo ele, não há como afirmar que os adolescentes tenham cometido o crime, e disse que teria identificado os responsáveis caso tivesse testemunhado algum ato de violência contra o cachorro.
