Registros visuais obtidos pela jornalista Patrícia Calderon, do portal LeoDias, expõem episódios de grave violência cometidos por quatro adolescentes contra um cão chamado Caramelo, na Praia Brava, em Florianópolis. O material detalha duas ocasiões em que o grupo tentou jogar o animal para o interior de um condomínio à beira-mar através de uma grade.
Nessas oportunidades, a intervenção imediata do porteiro foi fundamental para garantir que o cachorro saísse ileso, abrindo o portão para que ele pudesse escapar com segurança e monitorando a movimentação dos jovens após as agressões.
A trajetória de maus-tratos sofrida por Caramelo é marcada por uma proximidade trágica com o caso de Orelha, outro cão comunitário da região que faleceu após ser brutalmente espancado, gerando revolta em todo o país.
Tentativa de afogamento
O delegado Renan Balvino, responsável pela investigação, indicou que os mesmos adolescentes envolvidos nos atos contra Caramelo no condomínio já haviam tentado afogá-lo anteriormente. Imagens publicadas pelo portal LeoDias confirmam essa tentativa cruel, mostrando o grupo conduzindo o animal até uma área isolada da orla para lançá-lo ao mar. Mesmo diante das agressões recorrentes, o cachorro continuou acompanhando os jovens, mas, por sorte, não apresentou lesões físicas severas após os incidentes relatados.
O que aconteceu com Caramelo após os ataques?
Diante da repercussão nacional e da gravidade das imagens divulgadas, o destino de Caramelo tomou um rumo positivo com sua adoção por Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina. Esse desfecho coloca um ponto final no ciclo de violência sofrido pelo animal e serve como um lembrete essencial sobre a relevância das denúncias e da agilidade das autoridades na proteção de animais vulneráveis.
