Acidente com ônibus que matou três crianças e 12 adultos tem nova revelação que gera reviravolta

Caso foi registrado no interior de Alagoas e vem sendo investigado pelas autoridades.

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido em um acidente que deixou 15 vítimas fatais nesta terça-feira (03), na AL-220, estava irregular, não tendo a liberação para transportar passageiros. 

O veículo retornava de uma romaria em Juazeiro do Norte, no Ceará, tendo como destino final a cidade de Coité do Nóia, quando saiu da pista e capotou, caindo em um barranco. O ônibus transportava 60 passageiros no momento do sinistro, registrado em um trecho conhecido como Curva do S. 

“O ônibus, de placa JJB3D75, não possui habilitação na ANTT. Não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado”, disse a ANTT. 

Prefeito rechaça 

Após sinalização da ANTT, o prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, disse que a informação de que o ônibus era clandestino não procede, garantindo que a gestão foi responsável pela locação do veículo em um processo que respeitou todos os protocolos. Em entrevista anterior, ele pontuou que indícios preliminares davam conta que o motorista teria perdido o controle do veículo na curva. 

“Estão disseminando a informação de que o veículo era clandestino, quando, na verdade, isso não é verdade. Houve um processo licitatório para a prestação do serviço de locação do ônibus. É um processo idôneo”, pontuou Bueno. 

Investigação em curso 

O Instituto de Perícia Criminalística enviou dois peritos no local do acidente para apurar as circunstâncias do trágico acidente. Laudos acerca da mecânica do ônibus serão importantes no processo de investigação do caso, bem como a oitiva de testemunhas. Mais de 10 passageiros ficaram feridos e foram encaminhados para unidades hospitalares próximas do município de São João da Tapera, onde o acidente foi registrado. 

Em nota, o governador do estado de Alagoas lamentou a tragédia e decretou três dias de luto, em respeito às vítimas e seus respectivos familiares.