A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, e apontou um adolescente como autor da agressão que resultou no óbito do animal. Segundo a corporação, o inquérito reuniu um conjunto robusto de indícios, incluindo contradições em depoimentos, análise de imagens e dados de localização.
De acordo com a apuração, o ataque aconteceu na madrugada de sábado (04), por volta das 5h30. Laudos da Polícia Científica indicaram que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido. O cachorro foi socorrido no dia seguinte por moradores da região, mas não resistiu aos ferimentos e passou por eutanásia.
Cão Orelha
Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era tratado como mascote do bairro, recebendo cuidados de moradores e comerciantes. A morte do animal gerou forte comoção social, com protestos e cobranças por respostas das autoridades, o que intensificou a pressão sobre o andamento das investigações.
Investigação policial
Segundo a Polícia Civil, o adolescente saiu do condomínio onde mora às 5h25 e retornou às 5h58, informação confirmada por câmeras de segurança. Em depoimento, no entanto, ele afirmou ter permanecido na área da piscina durante todo o período. A contradição foi considerada relevante pelos investigadores, especialmente porque o jovem desconhecia a existência das gravações.
Além das imagens, a polícia analisou mais de mil horas de filmagens, ouviu 24 testemunhas e utilizou um software francês de geolocalização, que indicou a presença do adolescente no local do ataque. O inquérito foi encaminhado ao Judiciário com pedido de internação do jovem. A defesa contesta a investigação e afirma que não há provas diretas da agressão.
