Jovem de apenas 17 anos falece após sintomas ignorados; médicos disseram que ela era muito nova

A jovem teve queixas minimizadas por profissionais e o diagnóstico acabou ocorrendo tarde demais.

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Isla Sneddon, uma adolescente de 17 anos residente na Escócia, faleceu em decorrência de um câncer de mama agressivo após ter seus sintomas iniciais minimizados por profissionais de saúde. A jovem buscou auxílio médico pela primeira vez aos 15 anos ao notar um nódulo, mas a equipe clínica associou o sinal a alterações hormonais típicas da adolescência, descartando a necessidade de investigação imediata naquele momento.

Segundo os familiares, a demora na realização de exames específicos reduziu drasticamente as possibilidades de recuperação, resultando em um diagnóstico tardio quando a doença já havia avançado significativamente.

Com a persistência e o aumento da dor nos nódulos, a paciente retornou ao consultório aos 17 anos, momento em que foi recomendada uma biópsia. No entanto, o procedimento enfrentou morosidade devido à baixa prioridade atribuída à sua faixa etária. A confirmação da patologia ocorreu apenas em setembro de 2024, quando a família foi informada de que a jovem teria uma estimativa de vida entre seis meses e um ano.

O pai da adolescente, Mark, lamentou profundamente a situação e o impacto da perda. Ele declarou: “Não quero que outro pai ou mãe se sinta como nós nos sentimos. Estamos vazios, perdidos – jamais desejaria isso a outra família”.

Evolução do quadro clínico e tratamento oncológico

Exames detalhados revelaram que a enfermidade havia se espalhado para órgãos vitais, incluindo pulmões e coração, além dos gânglios linfáticos. Isla permaneceu internada por dez semanas e foi transferida entre diferentes unidades hospitalares até acessar um centro especializado. Apesar de ter sido submetida a seis meses de quimioterapia, o quadro clínico deteriorou-se rapidamente, culminando em seu falecimento em março do ano seguinte.

Especialistas ressaltam que, embora menos frequentes, casos oncológicos podem ocorrer em pacientes jovens e que alterações físicas devem ser examinadas independentemente da idade. Diante da experiência traumática, Mark e Michelle Sneddon iniciaram uma campanha pela criação da “Lei de Isla”, visando assegurar que suspeitas de câncer em jovens recebam a mesma urgência dispensada aos adultos.

Mobilização familiar e resposta das autoridades

A mobilização da família resultou em uma petição pública que já reuniu mais de 35 mil assinaturas em apoio à mudança nos protocolos de atendimento. Em resposta ao apelo, o secretário de Saúde da Escócia, Neil Gray, se comprometeu em fazer uma reunião com os pais de Isla para debater a proposta. Em comunicado, o representante governamental destacou que novas diretrizes de encaminhamento para crianças e jovens foram publicadas recentemente. O objetivo das novas normas é acelerar o processo de triagem e garantir que casos suspeitos nessa faixa etária sejam avaliados com maior celeridade pelo sistema de saúde.