A influenciadora digital Thaynara OG precisou ser internada após receber o diagnóstico de pielonefrite, uma infecção renal que requer cuidados médicos específicos e imediatos. O caso chamou a atenção para a gravidade da condição. A pielonefrite é considerada uma evolução séria de infecções do trato urinário e, quando não tratada adequadamente em ambiente hospitalar, pode acarretar riscos significativos à saúde renal e sistêmica do indivíduo.
A pielonefrite ocorre quando bactérias, que geralmente proliferam na bexiga ou na uretra, conseguem ascender pelos ureteres e atingir os rins. Diferente de uma cistite comum, que se limita à bexiga, a pielonefrite ataca o parênquima renal e a pelve renal, causando um processo inflamatório agudo. A condição exige uma resposta médica rápida, pois os rins são órgãos vitais responsáveis pela filtragem do sangue. Se a infecção não for contida, existe a possibilidade de as bactérias entrarem na corrente sanguínea, evoluindo para um quadro de sepse.
Sintomas clínicos e diagnóstico
Os sinais clínicos da pielonefrite são habitualmente mais severos do que os de uma infecção urinária baixa. Pacientes frequentemente relatam febre alta, calafrios, náuseas, vômitos e uma dor lombar intensa, que pode irradiar para o abdômen. O diagnóstico é confirmado por meio de exames clínicos, laboratoriais de urina e sangue, e, em alguns casos, exames de imagem para verificar a extensão da inflamação ou a presença de obstruções, como cálculos renais. A administração de antibióticos por via intravenosa é a conduta terapêutica inicial mais comum em ambiente hospitalar, garantindo que o medicamento atinja concentrações adequadas no sangue rapidamente para combater os agentes patogênicos.
Fatores de risco e a anatomia feminina também desempenham um papel relevante na incidência da doença. As mulheres são anatomicamente mais propensas a desenvolver infecções urinárias devido à uretra mais curta, o que facilita a migração de bactérias para o sistema urinário. Outros fatores, como baixa ingestão de líquidos, o hábito de reter a urina por longos períodos e condições que diminuem a imunidade, podem contribuir para o desenvolvimento da patologia. A internação permite não apenas o tratamento medicamentoso, mas também a hidratação venosa adequada, fundamental para auxiliar o funcionamento renal durante o combate à infecção instalada no organismo.
Recuperação e protocolos de alta
O tempo de internação varia conforme a resposta clínica do paciente aos antibióticos e a melhora dos sintomas gerais. Após a alta hospitalar, o tratamento geralmente continua em domicílio com antibióticos orais por um período que pode variar de uma a duas semanas, dependendo da gravidade do caso inicial. O repouso é indicado para permitir que o corpo direcione energia para a recuperação imunológica. O acompanhamento médico posterior é indispensável, sendo necessária a realização de novas culturas de urina para certificar a erradicação completa da bactéria e prevenir a recorrência da pielonefrite ou danos renais crônicos a longo prazo.
