Yasmin Amorim, de 12 anos, morreu nesta sexta-feira (6), em Cascavel, no oeste do Paraná, após uma longa e difícil batalha contra um câncer agressivo chamado neuroblastoma. A informação foi confirmada pela família. A menina estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel e teve piora repentina no estado de saúde durante a madrugada, o que comoveu a comunidade local e gerou grande mobilização nas redes sociais.
Diagnosticada ainda em 2018, quando tinha apenas cinco anos, Yasmin enfrentou diversas fases do tratamento ao longo dos anos. Inicialmente, respondeu bem à quimioterapia e entrou em remissão. No entanto, em 2020, a doença voltou, exigindo um novo protocolo que incluiu quimioterapia intensiva e transplante de medula óssea. Após superar novamente o câncer, ela retomou uma rotina considerada normal por um período.
Tratamento de Yasmin Amorim
Mesmo após cirurgias, sessões de fisioterapia e tratamentos complexos, o neuroblastoma retornou mais uma vez. Diante do avanço da doença, em 2024, a família recorreu à Justiça para garantir o custeio de um tratamento com medicamentos importados, avaliados em cerca de R$ 2,5 milhões, valor que deveria ser pago pelo governo do Paraná.
A compra dos remédios acabou se tornando alvo de investigação. A empresa contratada para fornecer os medicamentos não entregou a quantidade necessária, enviando apenas parte das doses previstas. Outro fármaco essencial também foi entregue de forma incompleta, comprometendo o tratamento da paciente.
Dinheiro de tratamento foi desviado
Enquanto a Justiça tentava recuperar os valores desviados e o Estado autorizava uma nova compra emergencial, Yasmin concluiu a primeira etapa do tratamento sem apresentar resposta significativa. Em 2025, iniciou a segunda fase, mas não conseguiu finalizar o protocolo. Com o avanço da doença, a menina não resistiu, deixando uma história que mobilizou o país e reacendeu debates sobre saúde pública e responsabilidade institucional.
