Aluno que matou professora revela suposta atitude dela um dia antes do crime

Jovem foi preso em flagrante enquanto tentava fugir do local do crime e teve preventiva decretada.

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Principal suspeito de ter cometido o crime contra a professora Juliana Santiago, o jovem João Cândido, estudante do 5º período de Direito, relatou em depoimento às autoridades, que a arma utilizada para golpear a docente foi um presente dela um dia antes dele executar a ação.

Na oitiva prestada à Polícia Civil, ele revelou que a própria professora teria dado o objeto para ele um dia antes do ataque, junto com um doce de amendoim, dentro de uma vasilha, como um presente. João disse que as motivações do crime bárbaro teriam sido crise de ciúmes.

O jovem afirmou ter tido uma relação de três meses com a professora, e resolveu cometer a ação por vingança, uma vez que Juliana teria retornado com o ex-marido recentemente. Os familiares e a Polícia Civil não confirmam esta versão apresentada. 

Prisão em flagrante

Depois de ter desferido golpes contra a professora, João tentou se evadir da universidade, mas acabou sendo detido por um outro aluno, que é policial. O jovem foi detido em flagrante e teve prisão preventiva decretada neste sábado (07), após passar por audiência de custódia. 

Faculdade suspende aulas

Logo após o ocorrido, o Centro Universitário Aparício Carvalho anunciou luto de três dias e decretou a suspensão das aulas até à próxima quarta-feira (11). A entidade vai custear todo o translado do corpo da vítima de Porto Velho à Salvador, cidade onde os familiares de Juliana residem. A diretoria da universidade também ficará responsável por arcar com os gastos da cerimônia de cremação.

Após a instituição publicar a nota nas redes sociais, internautas e alunos teceram críticas ao sistema de segurança da universidade. Alguns relataram o não funcionamento das catracas, falta de detectores de metais, e pouca iluminação no campus.