Lula abandona discurso moderado e diz: ‘Essa eleição vai ser uma guerra’

Presidente fala em guerra política, ataca redes sociais e dá tom agressivo à pré-campanha do PT.

PUBLICIDADE

Durante o evento que marcou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores, realizado neste sábado (7), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que pretende adotar uma postura mais combativa na próxima disputa eleitoral. Diante de militantes e lideranças aliadas, o petista afirmou que o período de conciliação ficou para trás e que o cenário político exigirá enfrentamento direto.

PUBLICIDADE

Ao comentar o papel das redes sociais no debate público, Lula avaliou que as plataformas digitais produzem mais efeitos negativos do que positivos. Na sua visão, a propagação de mentiras exige reação firme, defendendo que cada falsidade divulgada contra seu campo político seja exposta publicamente, sem complacência.

Presidente sinaliza mudança de estratégia eleitoral

Segundo Lula, seus adversários atuam sem limites no discurso político, e o PT não pode mais manter uma postura contida. Ele avaliou que a eleição será marcada por confronto intenso e afirmou que o partido precisa estar preparado para um cenário de disputa dura. O presidente também destacou que, mais do que uma simples corrida eleitoral, o que está em jogo é a preservação da democracia brasileira.

“Eles são desaforados e nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela”, disse o petista.

O petista ainda alertou aliados e militantes para não confiarem apenas no histórico de realizações dos governos do PT. Para ele, embora a comparação administrativa seja favorável, isso não será suficiente para garantir a vitória. Lula defendeu que o fator decisivo será a capacidade do partido de construir e sustentar uma narrativa política forte ao longo da campanha.

Evento em Salvador marca largada da pré-campanha

A programação do aniversário do PT começou na quinta-feira (5), com debates e painéis temáticos, e culminou no ato político deste sábado. Além do presidente, participaram ministros do governo e representantes de partidos aliados como PSB, PCdoB e PSOL. Nos bastidores, o encontro é visto como o ponto de partida oficial da pré-campanha presidencial, já marcada por um discurso mais agressivo e foco total na comunicação política.