O desmoronamento de um edifício residencial de cinco andares em Trípoli, na região norte do Líbano, resultou em seis pessoas que faleceram neste domingo (8). Além das vítimas fatais, o prefeito da cidade confirmou que sete pessoas ficaram feridas e diversas outras permanecem desaparecidas.
Equipes de resgate, com o auxílio de moradores locais, concentram esforços na remoção dos escombros na tentativa de localizar sobreviventes que possam estar presos sob a estrutura colapsada, enquanto a operação de busca segue em andamento.
De acordo com dados preliminares divulgados pela rede Al Jazeera, o imóvel abrigava cerca de 20 famílias no momento do incidente. O prefeito Abdel Hamid Karimeh relatou à mídia estatal que a situação é crítica e alertou para a instabilidade de outras construções na região. A tragédia expôs a fragilidade da infraestrutura local, gerando preocupação imediata sobre a segurança de milhares de outras edificações na cidade que também correm o risco iminente de ceder.
Responsabilidade estatal e riscos estruturais
Em pronunciamento oficial à imprensa, Karimeh enfatizou a gravidade do cenário urbano e atribuiu a culpa pela falta de manutenção e fiscalização às autoridades centrais do país. “O problema está além da capacidade da prefeitura de Trípoli, e cada vida perdida na cidade é de responsabilidade do Estado”. O alerta indica um problema sistêmico na conservação predial da localidade.
O clima no local do acidente tornou-se tenso, com registros de tumulto entre a população e as forças de segurança presentes. Agentes da Defesa Civil solicitaram o recuo da multidão para permitir a passagem de ambulâncias e máquinas pesadas necessárias ao resgate, mas encontraram resistência de moradores revoltados com a situação. Um jovem, em entrevista ao correspondente da Al Jazeera, expressou a indignação popular: “Avisamos repetidamente sobre o perigo desses prédios, onde estava o Estado? Nossas famílias agora estão sob os escombros”.
Ações de emergência e monitoramento
Diante da emergência, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou que está acompanhando os desdobramentos em coordenação direta com o ministro do Interior. Foi ordenada a mobilização total dos serviços de socorro para atender aos feridos e intensificar as buscas por desaparecidos.
As autoridades também providenciaram abrigo imediato para os sobreviventes do prédio que ruiu, bem como para as famílias dos edifícios vizinhos que precisaram ser evacuados preventivamente para garantir a segurança da área.
