O perfil das “gêmeas siamesas” Valeria e Camila virou fenômeno nas redes sociais em tempo recorde. Criada há cerca de um mês, a conta ultrapassou a marca de 331 mil seguidores com publicações frequentes que misturam fotos sensuais e relatos pessoais. As duas afirmavam viver com uma condição rara conhecida como dicefalia parapaga, popularmente chamada de gêmeos siameses, quando um único óvulo não se separa totalmente após a fecundação.
Além de imagens em biquínis e roupas curtas, que rapidamente se tornaram o conteúdo mais acessado do perfil, as irmãs compartilhavam histórias sobre uma infância marcada por dificuldades e inúmeras visitas médicas. Em algumas postagens, apareciam em cenários urbanos, como bares, usando camisetas com palavras provocativas, o que ajudou a impulsionar ainda mais o engajamento e a curiosidade do público.
Perfil de ‘gêmeas siamesas’
Em legendas emocionais, o perfil relatava que as duas teriam passado por diversas cirurgias ao longo da vida devido à fusão das colunas vertebrais, descrevendo procedimentos complexos realizados desde o nascimento. As narrativas reforçavam a ideia de superação e despertavam empatia entre seguidores, que frequentemente deixavam mensagens de apoio.
Verdade vem à tona
No entanto, segundo a coluna Page Not Found, do jornal Extra, a história começou a ruir após análises mais detalhadas. Especialistas em tecnologia e imagem digital examinaram o material publicado e identificaram indícios claros de manipulação por inteligência artificial, utilizando técnicas de análise de textura e coerência visual.
Os mesmos profissionais apontaram que as cicatrizes cirúrgicas exibidas nas imagens eram anatomicamente impossíveis, o que confirmou a suspeita. A revelação reacendeu o debate sobre perfis falsos, uso de IA nas redes sociais e a facilidade com que narrativas fabricadas podem viralizar na internet.
