Câmeras de segurança registraram momentos críticos na academia de natação localizada no Parque São Lucas, em São Paulo, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu no último sábado (7). Os vídeos mostram um homem manipulando produtos químicos próximo à piscina, enquanto alunos ainda estavam na água, levantando suspeitas sobre as causas do incidente fatal. As imagens capturaram desde a área dos fundos até a aula anterior à que resultou na morte da professora.
A Polícia Civil investiga se a exposição aos gases liberados durante a manipulação dos químicos foi determinante para o óbito de Juliana. Segundo registros oficiais, ela e o marido sentiram efeitos imediatos após entrarem em contato com a água da piscina, percebendo odor e sabor anormais. O casal procurou atendimento médico no Hospital Santa Helena, em Santo André, mas o quadro da professora se agravou rapidamente, culminando em uma parada cardíaca.
Investigação de morte em academia de São Paulo
O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, apontou que o manobrista teria preparado a mistura química dentro do mesmo ambiente da aula e a deixado próxima à piscina antes de despejá-la. A hipótese principal é que os gases se espalharam pelo ambiente fechado, causando intoxicação nos presentes. Até o momento, o responsável ainda não foi localizado pelas autoridades.
Familiares e frequentadores da academia relataram surpresa e indignação com o ocorrido, já que a manipulação de produtos químicos deveria ocorrer em áreas isoladas e com ventilação adequada. O caso abriu debate sobre segurança em ambientes esportivos e a necessidade de protocolos rigorosos para uso de substâncias químicas em piscinas.
Caso em andamento
As investigações seguem em andamento, e a polícia trabalha para identificar o suspeito e esclarecer todos os detalhes da tragédia. O incidente reforça a importância de fiscalização constante em academias, visando proteger a integridade de alunos e funcionários.
