Uma moradora prestou depoimento à polícia e admitiu ter sido responsável pela primeira postagem que mencionava um suposto vídeo do espancamento do cão Orelha — registro que, segundo a investigação, nunca existiu. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou autoridades locais para apurar a veracidade das informações.
Segundo o depoimento, a mulher afirmou que compartilhou o conteúdo após ouvir comentários de uma conhecida em redes sociais. Ela disse ter acreditado na história de que um porteiro teria filmado adolescentes agredindo o animal, mas negou ter visto o vídeo pessoalmente. A postagem viralizou rapidamente, provocando reação do público e discussões sobre responsabilidade nas redes.
Caso Orelha segue em investigação
A moradora contou ainda que começou a se preocupar com as consequências do post quando percebeu que algumas pessoas planejavam represálias contra os adolescentes mencionados. Ela reconheceu que a divulgação do conteúdo foi precipitada e admitiu o erro de ter compartilhado informações não verificadas, enfatizando que nunca imaginou que a situação se tornaria tão grande.
“O pai de um dos menores foi até ele e ameaçou ele, que ele tirasse o post do grupo. Então, eu acho que essa parte aí eu pequei, porque eu não deveria ter acreditado nela”, disse em um trecho do depoimento.
Depoimento de moradora
Durante o depoimento, ela explicou que parte da confusão surgiu porque o comentário original afirmava que o pai de um dos menores havia ameaçado o porteiro para que retirasse a postagem. A moradora afirmou que acabou acreditando nessa versão sem checar os fatos e reconheceu que essa ação foi imprudente.
O caso reforça a importância de checar informações antes de compartilhar conteúdos nas redes sociais e demonstra como boatos podem se espalhar rapidamente, causando impacto emocional e social. Autoridades continuam acompanhando a investigação para esclarecer todos os detalhes sobre o episódio.
