Vídeo mostra caixões espalhados próximos a córrego e motivo é divulgado

Estrutura não suportou erosão do solo causada pelas chuvas e mostruário foi parar na água; Defesa Civil isolou a área e ninguém se feriu.

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Uma forte precipitação que atingiu o município de Bicas, localizado na Zona da Mata de Minas Gerais, resultou no colapso da estrutura de uma funerária neste domingo (8). O muro do estabelecimento, situado na rua Olegário Maciel, não resistiu à instabilidade do terreno e cedeu, fazendo com que parte do mostruário da empresa fosse projetada para fora do edifício.

Em decorrência do desabamento, diversos caixões que estavam apoiados na parede atingida acabaram caindo diretamente dentro de um córrego que passa pelos fundos da propriedade, gerando uma situação inusitada que mobilizou moradores e autoridades locais para a verificação dos danos materiais e estruturais na região afetada.

De acordo com as informações técnicas fornecidas pela Defesa Civil do município, o incidente foi provocado por um processo de erosão do solo, agravado pelo volume de água das chuvas recentes que incidiram sobre a cidade.

Os itens do mostruário, que incluíam urnas de diferentes tamanhos e modelos, perderam sua base de sustentação no momento em que a alvenaria cedeu. Sem o apoio da parede, os objetos deslizaram pelo barranco e foram parar no leito do curso d’água. A ocorrência expôs a vulnerabilidade do terreno diante das condições meteorológicas adversas, exigindo uma resposta rápida dos órgãos de fiscalização para evitar novos desmoronamentos no local.

Imagens e repercussão

Registros visuais do incidente começaram a circular rapidamente pelas redes sociais, documentando a extensão do ocorrido. Os vídeos divulgados mostram algumas das urnas funerárias flutuando ou parcialmente submersas na água do córrego, enquanto outras aparecem dispostas em uma área de vegetação próxima às margens.

As gravações também revelam a movimentação de populares que, diante da situação, auxiliaram na retirada dos itens do meio líquido, recuperando parte do material que havia sido arrastado pela correnteza ou que ficou preso na encosta após a queda da estrutura de alvenaria.

Imediatamente após o ocorrido, a Defesa Civil isolou o perímetro afetado para garantir a segurança dos transeuntes e impedir o acesso de curiosos à área de risco. Em comunicado oficial, o órgão informou que solicitou uma avaliação profissional detalhada para analisar as condições geológicas do terreno e determinar as medidas de engenharia necessárias para a contenção definitiva do solo.

O objetivo é compreender a gravidade da erosão e estabelecer protocolos que impeçam o agravamento da instabilidade na fundação do imóvel e nas propriedades vizinhas que margeiam o córrego.

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Monitoramento da área

Além do isolamento preventivo, a equipe responsável realizou um escoramento emergencial no local para mitigar as chances de novos deslizamentos de terra ou colapsos estruturais a curto prazo. A intervenção busca estabilizar a área enquanto as soluções definitivas são planejadas pelos especialistas solicitados.

Apesar da gravidade dos danos materiais e do susto provocado pela cena dos caixões no rio, as autoridades confirmaram que não houve registro de feridos durante o desabamento ou durante os trabalhos de recuperação dos objetos, restando apenas os prejuízos financeiros ao estabelecimento comercial.