Na noite desta quinta-feira (12/2), um cachorro foi localizado sem vida no município de Itajaí, situado no litoral norte de Santa Catarina. A ocorrência mobilizou as autoridades locais e resultou na apreensão de três adolescentes, suspeitos de envolvimento em atos de maus-tratos contra o animal. Segundo informações repassadas pela Guarda Municipal, relatos de testemunhas indicam que um grupo composto por quatro jovens teria agredido o cão antes de levá-lo para uma edificação desocupada na região, onde o ato final teria sido consumado.
As investigações preliminares apontam que, antes de se dirigirem ao imóvel abandonado, os suspeitos teriam tentado arremessar o animal em um rio nas proximidades. Na sequência, o grupo teria transportado o cachorro até o prédio, de onde ele foi lançado. Quando as equipes de segurança chegaram ao local, constataram que o animal já havia falecido devido à gravidade da queda e das agressões anteriores. Os três adolescentes localizados foram encaminhados à delegacia para a realização dos procedimentos legais cabíveis e apuração das responsabilidades individuais.
Repercussão e declarações oficiais
O episódio gerou manifestações de autoridades locais, incluindo o vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL-SC), que utilizou as redes sociais para comentar o ocorrido. Em vídeo divulgado em seus perfis oficiais, ele comparou a situação a um evento anterior de grande comoção na cidade, classificando o atual episódio como “Caso Orelha de Itajaí”. Angioletti expressou sua indignação diante da violência praticada contra o animal, questionando o comportamento dos envolvidos e a efetividade dos exemplos transmitidos à juventude e à sociedade em geral.
Durante o desabafo gravado, o vice-prefeito declarou: “O cachorro, um serzinho amoroso, inocente, que baixa a cabecinha, a orelhinha, vem pra você fazer carinho… E os caras fazem uma coisa dessa. Parece que o caso do cão Orelha não serviu pra nada pra essa gente, né? O que que tá passando na cabeça dessa gurizada? Aliás, o que que tá passando na cabeça da nossa sociedade? Tá difícil de entender. Meu Deus do céu, quanto mais exemplo a gente dá, quanto mais a gente fala, quanto mais a gente mostra, mais essas loucuras acontecem”.
Procedimentos da polícia civil
A Polícia Civil ficará responsável por conduzir o inquérito para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o fato e determinar a participação exata de cada um dos detidos. As autoridades buscam entender a dinâmica completa dos eventos que levaram o animal a falecer, além de verificar se houve a participação de outros indivíduos, conforme relatado inicialmente por testemunhas que presenciaram a movimentação do grupo. O caso segue sob análise das forças de segurança competentes para a aplicação das medidas previstas na legislação vigente sobre crimes ambientais e atos infracionais.
