O ex-goleiro Bruno voltou a comentar publicamente sobre o crime contra Eliza Samudio, ocorrido em 2010, pelo qual foi condenado a 22 anos de prisão. Durante participação no ‘Geral Podcast’, o antigo atleta reconheceu que teve uma postura de omissão diante dos fatos que resultaram no falecimento da modelo. Na ocasião, ele detalhou a dinâmica de sua relação com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, indicando que o amigo era o responsável por gerenciar suas questões pessoais e administrativas naquele período específico.
Ao explicar o distanciamento que mantinha da vítima antes do episódio, Bruno disse que chegou num ponto que não tinha mais diálogo com Eliza. De acordo com ele, Macarrão era quem resolvia as suas coisas. Em seguida, ele relatou como foi seu depoimento durante o julgamento, reiterando que tinha ciência do que estava acontecendo, embora negue ter dado a ordem direta para o crime. “Eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: ‘Você mandou fazer isso?’. Eu falo ‘Não’. ‘Mas você sabia?’. Eu sabia, mas eu não mandei. Eu fui omisso. O meu erro na situação foi ter sido omisso”, declarou.
Alegação de envolvimento de facção
Apesar de negar a autoria intelectual, o ex-jogador ressaltou que sua falta de ação não o isenta de culpa no processo judicial. Bruno também introduziu um elemento externo ao narrar os bastidores do caso, alegando a existência de uma organização criminosa por trás dos eventos. Ele ressaltou que a situação envolve uma facção: “Eu tive que segurar um problema muito grande, porque a situação envolve facção. Envolve pessoas que vão além do que vocês imaginam”.
Outro tópico abordado na conversa foi a relação com seu filho, Bruninho, fruto do relacionamento com Eliza Samudio. O menino tinha apenas três meses de vida quando a mãe faleceu. O ex-goleiro expressou o desejo de ter um momento privado para conversar com o jovem no futuro e apresentar sua versão dos fatos diretamente a ele.
Contexto da condenação penal
O caso que resultou na condenação de Bruno ocorreu em 2010 e teve grande repercussão nacional devido às circunstâncias do desaparecimento da modelo. O ex-atleta foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, além de ocultação de cadáver. As declarações recentes no podcast trazem à tona novamente as versões apresentadas pela defesa e pelo próprio condenado ao longo dos anos, especificamente sobre a hierarquia das decisões e a participação de terceiros na execução do crime contra a mulher.
