Bolsonaro passa mal na prisão e Michelle vem a público trazer notícias do marido: ‘Ele teve…’

Michelle e Carlos confirmam atendimento após episódio de tontura e soluços; advogados reforçam pedido de prisão domiciliar com base em laudo.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu atendimento médico nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, no Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília, onde cumpre medida de restrição de liberdade. S

egundo relatos de familiares e fontes ligadas à defesa, o político sofreu um episódio de tontura durante uma caminhada vespertina e apresentou alteração na pressão arterial, além de uma forte crise de soluços. A equipe de saúde da unidade prisional foi acionada imediatamente para prestar os primeiros socorros e estabilizar o quadro clínico do ex-mandatário, que se encontra custodiado no local desde meados de janeiro deste ano.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comunicou que, após o atendimento emergencial, o marido conseguiu se alimentar e realizar sessões de fisioterapia, indicando uma estabilização dos sinais vitais.

“Falei com o comandante do 19º Batalhão e, graças a Deus, a pressão do meu amor estabilizou. Hoje, durante a caminhada, ele teve tontura e apresentou um pico de pressão. Foi atendido pelo médico plantonista. Conseguiu tomar o seu caldo e já estava fazendo a fisioterapia. Dias difíceis, mas venceremos!”, disse a ex-primeira dama em suas redes sociais.

Carlos Bolsonaro também se manifestou sobre o estado de saúde do pai através das redes sociais, demonstrando preocupação com a recorrência dos sintomas no ambiente de cárcere. 

Monitoramento médico na prisão

Atualmente, Bolsonaro ocupa uma cela individual reformada de aproximadamente 64 metros quadrados no 19º Batalhão da Polícia Militar. Diante do histórico de saúde do político, que inclui sete condições crônicas controladas e sequelas de cirurgias anteriores, o ministro Alexandre de Moraes determinou judicialmente que fosse garantida “assistência integral, nas 24 horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”. Embora perícias recentes da Polícia Federal tenham indicado que a unidade possui estrutura para atendimentos básicos, como controle de pressão e exames laboratoriais, a defesa contesta a suficiência desses recursos para o tratamento de crises agudas.

Os advogados do ex-presidente utilizam os recentes episódios de mal-estar para reforçar o pedido de conversão da pena para o regime domiciliar, alegando que a estrutura atual é inadequada para suas necessidades clínicas. A defesa sustenta que a permanência no cárcere agrava os riscos à integridade física de Bolsonaro.

No documento enviado à Justiça, os representantes legais argumentam: “Do ponto de vista estritamente médico, o ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação aguda, pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, crises hipertensivas, eventos tromboembólicos, arritmias, novos traumatismos cranioencefálicos e até morte súbita”.

Histórico de custódia e transferência

Jair Bolsonaro foi transferido para o batalhão da Polícia Militar após um período inicial na Superintendência da Polícia Federal, onde havia sofrido uma queda no início do ano. A mudança de local ocorreu após articulações entre a defesa, familiares e o governador de São Paulo, visando melhores condições de custódia enquanto se aguarda a decisão sobre a prisão domiciliar.

Michelle Bolsonaro afirmou ter conversado diretamente com o comandante da unidade após o incidente desta segunda-feira e publicou uma mensagem sobre o momento vivido pela família: “Dias difíceis, mas venceremos”. A Procuradoria-Geral da República deve analisar os laudos e o pedido da defesa em breve.