Dermatilomania: o que é, causas, sintomas e o impacto do diagnóstico da doença da atriz Giulia Costa

A filha da atriz Flávia Alessandra compartilhou experiência com transtorno de escoriação.

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A atriz e influenciadora Giulia Costa utilizou suas plataformas digitais para compartilhar um relato pessoal sobre a convivência com a dermatilomania. Classificada como um transtorno psicológico, essa condição se manifesta através do comportamento repetitivo de lesionar a própria pele e está frequentemente associada a níveis elevados de estresse e tensão emocional.

Segundo a psiquiatra Bianca Schwab, o termo técnico para a condição é transtorno de escoriação. O quadro envolve a manipulação constante da derme, resultando em ferimentos, cicatrizes e infecções. A especialista destaca a natureza persistente do problema ao afirmar que a condição costuma ser crônica.

Sintomas comportamentais 

O transtorno é marcado por sentimentos de culpa e vergonha, levando muitas pessoas a esconderem as marcas com roupas ou maquiagem. Giulia descreveu como o episódio afetou suas férias, mencionando o uso de um relógio para contagem de calorias como um fator estressor na época que estava fora do país. De acordo com a filha de Flávia Alessandra, ela teve uma crise de ansiedade complicada e acabou machucando a mão inteira.

As áreas lesionadas podem variar com o tempo e a dermatilomania raramente surge isolada. Frequentemente, ela está atrelada a um quadro emocional delicado, tensão emocional ou transtorno obsessivo-compulsivo. Além disso, é comum a coexistência com outros comportamentos repetitivos focados no corpo, como a onicofagia, que é o ato de roer unhas, e a tricotilomania, caracterizada pelo arrancar de cabelos. O reconhecimento desses padrões é fundamental para o diagnóstico correto, visto que rituais específicos, como o uso de pinças ou a busca por irregularidades na pele, são frequentes entre os pacientes.

Opções terapêuticas e medicamentosas

Para o manejo adequado da condição, a psicoterapia, especialmente a abordagem cognitivo-comportamental, é indicada para auxiliar no reconhecimento de gatilhos e na reversão de hábitos. Em situações específicas, a intervenção farmacológica pode ser necessária. O tratamento deve ser individualizado e pode requerer acompanhamento dermatológico.