Alerta de tema sensível: o texto a seguir aborda morte e saúde mental.
O óbito do psicólogo e mestrando Manoel Rocha Reis Neto, de 32 anos, causou forte comoção em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Ele chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas não resistiu. O sepultamento ocorreu na quarta-feira (18), em Amargosa, cidade onde nasceu, reunindo familiares, amigos e pessoas próximas em um momento de despedida e solidariedade.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil da Bahia como atentado contra a própria vida. Nesta quinta-feira (19), a Universidade Federal da Bahia divulgou nota de pesar, destacando a trajetória acadêmica do estudante e prestando apoio à família. Manoel havia sido aprovado recentemente para o programa de mestrado, conquista celebrada no fim de janeiro e vista como um passo importante em sua carreira.
Relato de racismo
Horas antes do falecimento, Manoel utilizou as redes sociais para relatar um episódio de racismo ocorrido durante o carnaval de Salvador. O psicólogo descreveu que enfrentou constrangimento ao ter a passagem impedida em uma área do Camarote Ondina, localizado no circuito Dodô (Barra-Ondina). O relato não mencionou agressão física, mas revelou abalo emocional e motivou reflexões compartilhadas com seguidores.




Em nota pública, o Camarote Ondina manifestou pesar pela morte do cliente e expressou solidariedade aos familiares, amigos e pacientes atendidos por Manoel. O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu debates sobre racismo, saúde mental e acolhimento emocional em ambientes de grande circulação.
Centro de Valorização da Vida
Se você ou alguém próximo estiver enfrentando sofrimento emocional, buscar ajuda é fundamental. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito e sigiloso pelo telefone 188, com atendimento 24 horas, além de suporte online. Conversar com profissionais e pessoas de confiança pode ser um passo importante para encontrar acolhimento e cuidado.
