O vírus Oropouche tem provocado um aumento significativo de notificações em diversas regiões do Brasil durante o ano de 2026. As autoridades de saúde intensificaram o monitoramento devido à capacidade de dispersão do arbovírus em ambientes urbanos e rurais.
A infecção é causada por um vírus da família Peribunyaviridae, que se manifesta por meio de um quadro febril agudo e súbito. Os sintomas clínicos frequentemente se assemelham aos da dengue e da chikungunya, o que exige diagnósticos laboratoriais precisos para a diferenciação.
O período de incubação do microrganismo no corpo humano varia geralmente entre quatro e oito dias após a picada. Após esse intervalo, o paciente costuma apresentar dores articulares e cefaleia intensa como sinais primários da patologia.
Transmissão e ciclos do vírus
A propagação do vírus ocorre principalmente através da picada do maruim, conhecido tecnicamente como Culicoides paraensis. Este inseto atua como o principal vetor em áreas urbanas, transmitindo o agente etiológico de uma pessoa infectada para indivíduos saudáveis.
Não existem evidências científicas que comprovem a transmissão direta entre seres humanos por via respiratória ou contato casual. O ciclo de circulação envolve reservatórios silvestres em áreas de mata, mas a adaptação do vetor a cidades facilita surtos populacionais.
Fatores de risco ambientais
O acúmulo de matéria orgânica e as altas temperaturas criam o ambiente ideal para a reprodução acelerada dos mosquitos transmissores. Períodos de chuvas intensas costumam elevar o número de criadouros, resultando em um crescimento exponencial dos casos de febre do Oropouche.
O saneamento básico precário e a presença de lixo a céu aberto são condições que favorecem a manutenção do ciclo viral em perímetros urbanos. A rápida disseminação da doença gera uma sobrecarga considerável nos serviços de atendimento primário e hospitalar em todo o país. Pacientes infectados podem apresentar episódios de reincidência dos sintomas poucos dias após uma melhora inicial aparente.
