Este foi o pedido que PM casada com tenente-coronel fez para o pai dias antes de morrer: ‘vem me buscar…’

Gisele Santana, de 32 anos, morreu na casa onde morava com o marido e a filha.

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A Polícia Civil de São Paulo investiga como suspeita a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ocorrida na quarta-feira (18) no bairro do Brás, na região central da capital. Ela foi encontrada baleada no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, e a filha, de 7 anos.

Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência passou a ser analisada sob outra perspectiva após relatos da família da vítima. De acordo com o registro policial, o oficial afirmou que a esposa teria disparado contra a própria cabeça após uma discussão motivada por um pedido de separação. Ele declarou que ouviu o barulho do tiro enquanto tomava banho e que, ao sair, encontrou Gisele caída com a arma na mão. A soldado foi socorrida e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

PM pediu ajuda ao pai, de acordo com familiares

Familiares contestam a versão apresentada e relatam que Gisele vivia um relacionamento marcado por controle e violência psicológica. Uma tia da policial descreveu mudanças no comportamento da sobrinha após o casamento, celebrado em 2024. “Ela era uma menina bem cuidada, bem tratada, era uma menina feliz. Só que depois que ela ficou com ele, a alegria dela a gente viu que se apagou”, relatou a tia em entrevista ao Fantástico, da Globo.

Segundo parentes, cinco dias antes da morte, Gisele teria comunicado a decisão de se separar e pedido ajuda ao pai. “Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais, não suporto mais essa pressão aqui”, disse a soldado, de acordo com familiares. A família afirma que havia episódios de ameaças e pressão psicológica, o que reforça o pedido para que o caso seja tratado como feminicídio.

Investigação do caso

A Polícia Civil aguarda laudos periciais para esclarecer a trajetória do disparo e outros detalhes técnicos. A investigação segue em andamento, com acompanhamento da Polícia Militar. Enquanto isso, familiares de Gisele afirmam que buscarão justiça e aguardam que as circunstâncias da morte sejam totalmente esclarecidas pelas autoridades.