O caso de violência contra um cachorro comunitário na Zona Leste de São Paulo gerou forte repercussão e mobilizou autoridades. A Polícia Civil de São Paulo identificou um soldado da Polícia Militar como suspeito de matar o animal com sete disparos em 18 de janeiro, na calçada da Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias. O nome do policial não foi divulgado pelas autoridades.
Na manhã desta segunda-feira, o suspeito foi conduzido por agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, localizado na região central da capital paulista. A medida faz parte do avanço das investigações e do procedimento administrativo interno instaurado para apurar a conduta do agente.
Depoimento de Policial Militar
De acordo com a apuração, o policial deverá prestar depoimento e, posteriormente, pode ser indiciado por crime de maus-tratos contra animais. Mesmo diante da gravidade do caso, a investigação prevê que ele responda em liberdade enquanto o processo segue em andamento. A legislação brasileira prevê penalidades severas para esse tipo de crime, especialmente quando há morte do animal.
Imagens de uma câmera de segurança registraram toda a ação e foram fundamentais para a identificação do suspeito. O vídeo mostra o cachorro latindo enquanto o homem discutia com a esposa. Em seguida, o policial sacou a arma e efetuou diversos disparos contra o animal, fugindo logo após o ocorrido, o que provocou indignação entre moradores.
Morte de cão caramelo
O cachorro, sem raça definida e conhecido como caramelo, vivia nas proximidades e era cuidado informalmente pela comunidade e por funcionários de um shopping próximo. A repercussão do caso reacendeu debates sobre proteção animal e a importância de denúncias para combater episódios de violência.
