Síncope vasovagal: o que é e quais os sintomas da condição que fez Ivete Sangalo ser internada às pressas

Cantora explicou que desidratação desencadeou o episódio; condição provoca queda de pressão e perda temporária de consciência.

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A cantora Ivete Sangalo relatou ter sofrido um desmaio ocasionado por uma síncope vasovagal, condição médica que resulta na perda transitória da consciência. De acordo com as informações repassadas pelos médicos da artista, o episódio teve como gatilho um quadro de desidratação provocado por problemas intestinais. A síncope vasovagal ocorre quando o nervo vago é estimulado de maneira inadequada, gerando uma dilatação dos vasos sanguíneos e uma redução súbita nos batimentos cardíacos. Essa reação fisiológica diminui temporariamente o fluxo de sangue para o cérebro, o que leva ao desmaio, sendo uma resposta do sistema nervoso autônomo a determinados estímulos externos ou internos.

A recuperação da consciência costuma ser rápida, geralmente ocorrendo em menos de dois minutos após a queda ou assim que o indivíduo se deita, permitindo que o fluxo sanguíneo cerebral se normalize. Ivete abordou o ocorrido e enfatizou a necessidade de acompanhamento profissional para quem apresenta sintomas semelhantes. Ao comentar sobre o diagnóstico e a orientação médica recebida, a cantora declarou: “Eu tenho essa predisposição. Você que tem ‘vagovagal’, deixe de ser vagal e vá procurar um médico”. A predisposição para esse tipo de síncope pode ser genética ou estar ligada a fatores momentâneos do organismo, variando a sensibilidade de cada paciente aos gatilhos.

Sintomas comuns e fatores de risco

Antes da perda de consciência, o corpo geralmente emite sinais de alerta que indicam a iminência do desmaio. Os sintomas mais frequentes incluem tontura, palidez, sensação de calor intenso, sudorese, fraqueza e náuseas. Em algumas situações, a pessoa pode apresentar visão escurecida, dores abdominais ou cefaleia. Os gatilhos para a crise são variados e incluem permanecer muito tempo em pé e parado, estar em ambientes abafados, sentir dores intensas, passar por estresse emocional, realizar esforço físico vigoroso ou submeter-se a procedimentos como coleta de sangue. A identificação desses fatores é essencial para evitar novos episódios.

É importante distinguir a síncope vasovagal de outras condições de saúde que também causam quedas ou instabilidade. Diferentemente da epilepsia, na qual o paciente pode demorar a recuperar a clareza mental após uma crise, na síncope a retomada da consciência é praticamente imediata. Já em comparação com a labirintite, a síncope envolve o desmaio propriamente dito, enquanto a outra condição caracteriza-se majoritariamente pela sensação de desequilíbrio. Pacientes suscetíveis podem apresentar episódios recorrentes mesmo diante de estímulos leves, exigindo atenção às circunstâncias que antecedem o mal-estar.

Medidas de prevenção e cuidados necessários

O manejo da síncope vasovagal foca principalmente na prevenção e na mudança de hábitos para evitar os gatilhos conhecidos. Especialistas indicam a manutenção de uma hidratação constante e adequada, além do aumento da ingestão de sal em casos em que não haja contraindicação médica. Recomenda-se evitar longos períodos na posição vertical sem movimentação e locais excessivamente quentes. Ao perceber os sintomas iniciais, como tontura ou mal-estar, a orientação é sentar-se ou deitar-se imediatamente. Essa ação ajuda a prevenir quedas bruscas e facilita o retorno do sangue ao cérebro, interrompendo a evolução para o desmaio completo.