A britânica Vicki Purdey, de 37 anos, teve sua rotina drasticamente alterada após interpretar erroneamente os sinais iniciais de uma infecção grave. Em 2024, ao despertar com febre, sensibilidade à luz, dores musculares e cefaleia, ela acreditou estar enfrentando um quadro gripal comum. No entanto, a persistência dos sintomas, somada a episódios frequentes de vômito, levou-a a buscar atendimento hospitalar. Os exames clínicos revelaram que Vicki havia contraído meningite viral, uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, condição que exige monitoramento médico devido aos riscos de complicações severas.
Apesar de receber alta inicialmente, o estado de saúde da paciente sofreu um declínio uma semana depois, resultando em um diagnóstico de meningite recorrente, caracterizada por episódios inflamatórios intercalados por períodos assintomáticos. A evolução do quadro clínico desencadeou um Transtorno Neurológico Funcional (TNF), uma condição que interfere na comunicação entre o cérebro e a medula espinhal. Como consequência direta dessa complicação neurológica, Vicki perdeu a mobilidade dos membros inferiores, necessitando de auxílio para se locomover, além de apresentar dificuldades relacionadas à memória recente.
Características clínicas e diagnóstico
A meningite é definida pela inflamação das meninges e pode ser causada por vírus ou bactérias, sendo a forma viral geralmente menos agressiva, embora possa ser fatal em grupos vulneráveis como idosos e imunocomprometidos. Os sintomas clássicos incluem febre alta, rigidez na região do pescoço, fotofobia e confusão mental, exigindo avaliação profissional imediata para o diagnóstico correto e início do tratamento adequado.
A mudança na qualidade de vida de Vicki foi significativa, impactando sua autonomia e dinâmica familiar. A paciente acredita ter sido exposta ao vírus durante uma visita hospitalar com um de seus filhos, pouco antes do início dos sintomas. Embora a equipe médica tenha inicialmente previsto que as dificuldades motoras seriam temporárias, a reportagem (publicada em 2026) informa que, dois anos após o diagnóstico, ela permanece dependente de uma cadeira de rodas elétrica. Em entrevista ao portal The Sun, ela relatou o impacto pessoal: “Basicamente, perdi a sensibilidade da cintura para baixo e minha independência foi seriamente afetada”.
Perspectivas de tratamento e adaptação
Desde o diagnóstico, a britânica tem se submetido a diversos protocolos terapêuticos na tentativa de recuperar a funcionalidade das pernas, mas os resultados obtidos até o momento não atingiram as expectativas iniciais. Diante da persistência do quadro, Vicki continua na busca por novas terapias e abordagens médicas que possam reverter ou amenizar as sequelas deixadas pela infecção e pelo transtorno neurológico.
