Motorista volta a ficar em pé após tratamento experimental na UFRJ um mês após lesão medular

Recuperação rápida emociona família e destaca avanços da pesquisa com polilaminina.

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A vida de Marcelo Nunes Teixeira, um motorista de ônibus de 55 anos, passou por uma transformação significativa ao participar de uma pesquisa experimental com polilaminina na UFRJ. Sob a coordenação da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, Marcelo foi o terceiro paciente do estudo e surpreendeu a todos ao conseguir encostar os pés no chão apenas um mês após o início do tratamento.

Em relato ao portal LeoDias, ele relembrou o grave acidente em que caiu do telhado de uma casa, a uma altura de quatro metros, resultando em uma lesão medular completa. Após recuperar a consciência no Hospital Municipal Pedro II, percebeu imediatamente a paralisia das pernas, embora não tivesse recebido um diagnóstico detalhado de imediato.

Família garante tratamento

O acesso à terapia inovadora ocorreu graças ao empenho de sua família, que buscou a intervenção judicial após já ter conhecimento prévio sobre a substância por meio de reportagens. O acidente aconteceu no final de dezembro de 2025 e o procedimento foi realizado em janeiro seguinte. Demonstrando resiliência e foco na recuperação, Marcelo destacou que, apesar da dor intensa sentida logo após a aplicação, sua determinação em enfrentar desafios o manteve firme no processo.

Desafios da reabilitação

Os avanços na recuperação de Marcelo manifestaram-se rapidamente, com o retorno da sensibilidade na perna esquerda ocorrendo logo no dia posterior ao procedimento. Atualmente, o principal desafio enfrentado por ele é de ordem econômica, uma vez que o tratamento possui um custo elevado e inacessível para sua realidade financeira.

Para viabilizar a continuidade dos cuidados e o suporte de especialistas na área, ele iniciou uma campanha de arrecadação virtual e depende de doações externas. Um vídeo recente compartilhado por sua fisioterapeuta registrou o momento emocionante em que o motorista conseguiu ficar de pé pela primeira vez desde a queda.

Ao refletir sobre essa conquista, Marcelo expressou um profundo sentimento de gratidão, atribuindo o progresso à sua fé, à competência dos profissionais envolvidos, ao suporte financeiro recebido e, fundamentalmente, ao apoio constante de sua esposa.