Putin reage com fúria após morte de Khamenei e deixa recado aos Estados Unidos: ‘violação cínica’

Rússia se posiciona e condena ofensiva envolvendo EUA e Irã contra Israel e fala em risco de catastrófico.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou a ofensiva militar realizada no sábado (28), atribuída a Estados Unidos e Irã, contra Israel. A operação resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, considerado aliado estratégico de Moscovo.

Em mensagem enviada ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Putin lamentou o assassinato e classificou o episódio como uma “violação cínica de todas as normas da moralidade humana e do direito internacional”. A declaração reforça o alinhamento político entre os dois países em meio ao cenário de tensão global.

Moscou alerta para risco humanitário e escalada regional

Antes mesmo da confirmação da morte de Khamenei, o Ministério das Relações Exteriores russo já havia criticado os bombardeamentos, advertindo para a possibilidade de uma “catástrofe humanitária, econômica e possivelmente radiológica” na região. A diplomacia russa demonstrou preocupação com o impacto da escalada militar no Médio Oriente.

Nos últimos anos, Teerão tornou-se um parceiro estratégico crucial para Moscou, especialmente após as sanções impostas ao Kremlin devido à guerra na Ucrânia iniciada em 2022. O governo iraniano passou a fornecer apoio militar, incluindo drones e mísseis, fortalecendo a cooperação em defesa.

Pacto de 20 anos reforça aliança entre Rússia e Irã

Em janeiro de 2025, Putin e Pezeshkian assinaram um acordo de cooperação válido por duas décadas, prevendo aprofundamento em segurança, defesa, comércio e energia nuclear. O tratado consolidou a aproximação entre os dois governos. Além do líder russo, outros chefes de Estado também se manifestaram sobre a operação militar e a morte de Khamenei, ampliando a repercussão internacional do caso.