Alana Anísio Rosa, de 20 anos, recebeu alta nesta quarta-feira após quase um mês internada no Hospital e Clínica de São Gonçalo, no Rio. Ela foi atacada dentro de casa no dia 6 de fevereiro e chegou a ficar em coma induzido, com ventilação mecânica.
A saída foi marcada por aplausos de profissionais de saúde e familiares com cartazes pedindo justiça. Ainda debilitada, deixou a unidade em cadeira de rodas.
O crime aconteceu depois que Alana recusou um pedido de namoro feito por Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos, conhecido da academia. Ele enviava presentes e insistia na aproximação. Após a negativa, invadiu a residência da jovem e a agrediu com extrema violência. A mãe, Jaderluce Anísio, chegou durante o ataque e conseguiu interromper a ação. O suspeito foi preso em flagrante e segue detido, acusado de tentativa de feminicídio.

Recuperação e desabafo
Nas redes sociais, a mãe comemorou a sobrevivência da filha e falou em recomeço. Disse que a alta representa mais que a saída do hospital, mas a chance de retomar sonhos, como o desejo de Alana de cursar Medicina. A equipe médica entregou uma carta à paciente, destacando a força demonstrada durante o tratamento.
Segundo Jaderluce, o crime foi planejado. O agressor usava luvas e teria evitado deixar vestígios. Ela relatou que, após chutes, ele passou a golpear a jovem com faca. A agressão só cessou com sua chegada ao imóvel.
Mensagens antes do ataque
Antes da invasão, Alana respondeu de forma educada às investidas do rapaz, agradecendo os presentes e afirmando estar focada nos estudos. Ele disse que respeitaria a decisão.

Semanas depois, porém, cometeu o ataque que deixou a estudante entre a vida e a morte e mobilizou a comunidade por justiça.
