Justiça mandar prender goleiro Bruno após atitude ser registrada

Goleiro ainda não pronunciou oficialmente nas redes sociais sobre decisão da Justiça carioca.

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A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma nova decisão nesta sexta-feira (06) que revoga a situação de condicional do goleiro Bruno no caso de condenação pela morte de Eliza Samudio. O ex-atleta do Flamengo foi alvo de um pedido de mandado de prisão movido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por conta do descumprimento das condições impostas anteriormente pelas autoridades judiciais. As informações são do jornal O Globo. 

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A decisão foi motivada pelo fato de Bruno ter viajado para o Acre, no último dia 15, sem autorização prévia da Justiça. Entre as regras fixadas no modelo de condicional, ele está proibido de deixar o estado do Rio sem comunicação às autoridades.

Vale lembrar que o goleiro esteve a serviço do Vasco-AC, tendo disputado a primeira fase da Copa do Brasil no último mês, onde viu sua equipe ser eliminada nas penalidades. 

Situação diferente

A atitude de Bruno impactou no movimento do Ministério Público Rio, que pediu prisão do goleiro em regime fechado. A Justiça, no entanto, decidiu parcialmente a favor do pedido e optou por anular o benefício concedido anteriormente.

Nesta configuração, Bruno vai precisar retornar ao regime semiaberto, ficando privado de maior liberdade. O atleta poderá trabalhar durante o dia, mas terá que se apresentar a uma unidade prisional ou ficar em um local pré-estabelecido pela Justiça. 

Bruno reforça desejo

Em entrevista recente a um podcast, Bruno manifestou a vontade de encontrar Bruno Samudio, seu filho na relação com Eliza. No papo, ele detalhou a tentativa frustrada de ficar frente a frente com o adolescente, e disse que o jovem precisa ouvi-lo sobre o crime, por ser a única pessoa que ele deve satisfação. 

Na entrevista, Bruno não se disse inocente no caso de morte de Eliza, mas alegou que teve que assumir muitas coisas que não foram da sua responsabilidade, pelo suposto envolvimento do crime organizado no caso. Ele ainda se mostrou arrependido por ter acreditado em pessoas próximas do seu convívio à época. O arqueiro foi condenado a mais de 23 anos de detenção, tendo cumprido pouco mais de oito anos em regime fechado.