Um bebê faleceu dentro de um hospital na cidade de Montes Claros, localizada na Região Norte do estado de Minas Gerais, na tarde do último sábado, dia 7 de março, pouco tempo depois de ter dado entrada à unidade de saúde. De acordo com as informações preliminares que constam do registro policial, a criança chegou acompanhada de seus pais, que têm 22 e 31 anos, apresentando um quadro de parada cardiorrespiratória.
A equipe médica deu início imediatamente às manobras de reanimação; contudo, não houve a regressão e o óbito foi confirmado. O bebê já tinha todos os sinais de óbito consumado, incluindo a ausência total de sinais vitais, coloração arroxeada da pele e pupilas fixas.
No decorrer dos exames médicos, as médicas que atenderam o caso notaram uma série de suspeitas e levantaram imediatamente a hipótese de que a criança pudesse ter sido vítima de um crime, repassando o caso para a polícia. O bebê apresentava múltiplos ferimentos e lesões em várias partes do corpo, como escoriações no ombro esquerdo, além de resquícios em sua fralda e em suas partes íntimas, levantando fortes suspeitas na equipe de que a criança era compatível com um caso de abuso íntimo.
Contradições dos pais e andamento da investigação
Durante o atendimento, os pais chegaram a deixar a unidade de saúde, mas voltaram em seguida, e as médicas acionaram a Polícia Militar. A versão contada por eles para as profissionais que fizeram o atendimento era de que o bebê havia se engasgado com papel, mas eles não souberam sequer informar uma estimativa de por quanto tempo a criança havia ficado sem respirar.
Questionados pelos policiais, os pais entraram em contradição, apresentando explicações incongruentes e diferentes. A mãe, por exemplo, disse ter encontrado o bebê perto de um ventilador que estaria supostamente com a fiação descascada, insinuando a possibilidade de ter havido um choque elétrico.
Já o pai apresentou uma versão diferente, dizendo que o filho possivelmente teria se engasgado com um material semelhante a um isopor ou um papelão. Depois de um tempo, ele decidiu mudar a sua versão dos fatos aos militares, dizendo que havia encontrado o bebê “mole” perto de uma extensão elétrica na casa.
Inquérito foi instaurado
Depois dos policiais militares, a Polícia Civil foi acionada, e peritos compareceram ao hospital, onde fizeram análises preliminares e confirmaram a existência de múltiplas lesões no corpo do bebê. Porém, o trabalho investigativo deve passar pelos trâmites legais para que as causas do óbito do bebê possam ser indicadas com precisão, momento em que poderá ser constatado se houve de fato um crime. Os pais, por sua vez, foram liberados da delegacia após terem sido conduzidos para prestar depoimentos.
