A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após a exumação do corpo realizada na sexta-feira (6) em Suzano, na Grande São Paulo. Peritos identificaram marcas na região do pescoço e em outras partes do corpo da policial durante os exames realizados após a retirada do corpo.
A descoberta levou os investigadores a solicitar exames complementares para determinar se houve algum tipo de compressão na região do pescoço antes do disparo que matou a policial. O caso ocorreu no apartamento onde ela morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, na capital paulista.
PM teria desmaiado antes de ser baleada
Após a exumação, médicos legistas do Instituto Médico-Legal realizaram exames de imagem no sábado (7), incluindo uma tomografia para avaliar a lesão encontrada na região cervical. Ainda de acordo com os peritos que fazem a análise do caso, há indícios de que Gisele tenha desmaiado antes do disparo na cabeça.
Morte da PM Gisele Alves Santana
A morte ocorreu na manhã de 18 de fevereiro e inicialmente foi registrada como suicídio. No entanto, depoimentos de socorristas, testemunhas e inconsistências identificadas durante a investigação levaram a Polícia Civil a tratar o caso como morte suspeita.
Em uma das ligações feitas naquele dia, o marido da vítima informou às autoridades que a policial teria tirado a própria vida. “Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”, afirmou o oficial. A investigação aguarda agora os novos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
