A mais recente pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada nesta quarta-feira (11), revela um cenário de acirramento para a disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem numericamente empatados nas intenções de voto em uma simulação de segundo turno, ambos registrando 41%. Esta é a primeira vez na série histórica do levantamento que ocorre uma igualdade numérica entre os dois possíveis candidatos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dados demonstram uma redução progressiva da vantagem que o atual mandatário mantinha sobre o parlamentar nos meses anteriores. A diferença, que era de dez pontos percentuais em dezembro, caiu para sete em janeiro e cinco em fevereiro, até desaparecer no levantamento atual. Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro, Lula somava 43% das intenções contra 38% de Flávio. O cenário atual aponta ainda que 2% dos entrevistados permanecem indecisos, enquanto 16% afirmam que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.
Crescimento entre eleitores independentes
Um recorte específico do levantamento destaca uma mudança no comportamento dos eleitores que se autodeclaram independentes, ou seja, que não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula neste segmento, com 32% das intenções de voto contra 27% do petista. Outros 36% desse grupo preferem não escolher nenhum dos dois candidatos apresentados. Os índices de rejeição geral permanecem elevados para ambos os lados: 56% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula, e 55% afirmam o mesmo sobre o senador.
Além do confronto direto com Flávio, a pesquisa testou outros seis cenários de segundo turno envolvendo o atual presidente. Exceto na disputa contra o senador do PL, Lula lidera em todas as demais simulações, superando nomes como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). A sondagem também questionou os eleitores sobre a continuidade do atual governo. O resultado mostrou que 59% acreditam que o presidente não merece outro mandato, enquanto 37% defendem sua permanência no cargo.
Percepção de imagem e metodologia
O levantamento também aprofundou a análise sobre a imagem dos políticos perante o eleitorado e a percepção de moderação. Para 48% dos entrevistados, Flávio “não é mais moderado que a sua família“, enquanto 38% o consideram mais moderado. Em relação ao atual chefe do Executivo, 42% avaliam que ele é mais moderado que o PT, ao passo que 46% o classificam como radical. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 9 de março, traçando um panorama da opinião pública três anos antes do pleito.
