Depressivo e chorando muito: Daniel Vorcano teria surtado e entrado em desespero na prisão

Segundo encarceramento agrava quadro emocional de Daniel Vorcaro e reacende controvérsias do caso Banco Master.

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O jornalista Ricardo Feltrin afirmou, em vídeo publicado em seu canal hoje (11), que uma fonte sua em Brasília descreveu o empresário Daniel Vorcaro em situação emocional frágil após a nova ordem de prisão. Segundo o jornalista, esta segunda temporada de encarceramento teria eliminado a expectativa de liberdade que Vorcaro ainda nutria no ano passado.

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Ainda segundo a apuração narrada no vídeo, o empresário estaria em quadro emocional delicado, sem episódios de automutilação e sem mencionar nomes de autoridades no ambiente carcerário, mas tomado por desesperança e sentimento de injustiça.

Estado emocional e rotina de visitas

Feltrin relatou que as visitas estariam sendo especialmente difíceis para Vorcaro, o que, na visão da fonte consultada pelo jornalista, alimenta a percepção do detento de ter se tornado um mártir. O jornalista acrescentou que, por ora, não há temor de que o empresário tente tirar a própria vida, embora o desespero seja descrito como intenso.

O jornalista comparou o atual cotidiano do empresário atrás das grades à vida de alto padrão que ele levava antes da prisão, citando viagens internacionais, eventos sociais de luxo e patrimônio elevado. O jornalista ainda narrou episódios que circularam publicamente sobre festas e relacionamentos atribuídos a Vorcaro, mas sem apresentar documentos nesta gravação que comprovem os relatos, enquadrando-os como informações que vêm sendo divulgadas no contexto do caso e por personagens próximos do empresário.

Entenda o caso Banco Master: o que aconteceu, quem foi afetado e por que o escândalo sacudiu o sistema financeiro

O Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após a descoberta de um esquema bilionário de fraudes financeiras. A instituição cresceu nos últimos anos oferecendo CDBs com rendimentos de até 140% do CDI, valores acima do praticado pelo mercado.

Segundo o Banco Central, o dinheiro captado com esses investimentos era usado para pagar investidores anteriores, numa dinâmica semelhante a uma pirâmide financeira. Para maquiar os números, o banco fazia triangulações com empresas de fachada que aplicavam os recursos em fundos da gestora Reag Investimentos. Esses fundos, por sua vez, compravam ativos sem valor real por preços inflados. Entre 2023 e 2024, o BC identificou que cerca de R$ 11,5 bilhões circularam nesse esquema.

A Polícia Federal lançou a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro e de outros executivos do grupo. O Banco Central também decretou a liquidação do Will Bank, da Reag e do Banco Pleno, todos ligados ao mesmo conglomerado.

O caso ganhou proporção maior quando a tentativa de venda do Master ao BRB (Banco de Brasília) revelou que R$ 12 bilhões dos ativos oferecidos na negociação tinham indícios de fraude. Cerca de 1,6 milhão de clientes foram diretamente afetados pela liquidação.

O impacto no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que ressarce investidores com até R$ 250 mil por CPF, pode chegar a R$ 60 bilhões, o maior da história do fundo. Além disso, 18 fundos de pensão de servidores públicos tinham R$ 1,86 bilhão aplicado em produtos do Master que não são cobertos pela garantia.

O escândalo também expôs conexões do banco com figuras do Judiciário e da política. Nomes como os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o ex-ministro Guido Mantega e servidores do próprio Banco Central foram citados em investigações sobre possíveis relações com o grupo.

O caso segue em desdobramento nas esferas judicial, regulatória e política, e é apontado por analistas como um dos episódios mais graves já registrados no sistema financeiro brasileiro.