Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi internado na unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (13), após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana.
O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica que acompanha o ex-presidente, classificou o estado de saúde como grave e indicou a necessidade de monitoramento contínuo. A transferência para a unidade hospitalar ocorreu após o político apresentar sintomas agudos durante a madrugada no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena.
O boletim médico detalhou que a admissão hospitalar foi necessária após o paciente relatar febre alta, calafrios, enjoo e dores de cabeça intensas, além de apresentar queda na saturação de oxigênio. A principal suspeita clínica aponta para uma broncoaspiração, condição facilitada por problemas prévios como esofagite e refluxo gastroesofágico.
“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro deu entrada nesta unidade após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”, disse o comunicado oficial da unidade de saúde.
Previsão de tratamento intensivo
Brasil Caiado explicou à imprensa que a infecção se manifestou de forma aguda, exigindo cuidados intensivos imediatos e administração de antibioticoterapia venosa. Sobre a duração da internação, o médico estimou um período mínimo de uma semana, embora o prazo possa ser estendido conforme a evolução clínica. “Em geral, antibioticoterapia venosa em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar aí por mais de 7 dias, 10, 12… é impossível falar porque você depende da reação”, afirmou o especialista.
A defesa do ex-presidente utilizou o episódio para reforçar o pedido de conversão da pena para o regime domiciliar, argumentando que o ambiente do cárcere não oferece as condições adequadas para o tratamento de saúde necessário. O advogado Paulo Cunha Bueno manifestou-se sobre a situação, alegando que o agravamento do quadro clínico já havia sido previsto em laudos anteriores apresentados à Justiça. Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-mandatário, também comentou o caso, relatando que o pai acordou com vômitos e calafrios antes de ser socorrido pela equipe do Samu.
Defesa reitera pedido de custódia
Os advogados sustentam que a manutenção de Bolsonaro na unidade prisional representa um risco, citando o histórico médico que inclui cirurgias decorrentes do atentado sofrido em 2018 e outras internações recentes. Em nota, a defesa declarou: “A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”.
