A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após declarações contundentes da defesa da família da vítima. A soldado foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, em São Paulo, no caso ocorrido na terça-feira (18). O principal foco das apurações envolve o marido dela, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que sustenta que a esposa teria cometido suicídio.
O advogado José Miguel da Silva Júnior, que representa os interesses da família da policial, elevou o tom ao comentar o caso e afirmou acreditar que a morte foi resultado de um crime. A declaração foi dada no sábado (14), durante conversa com a imprensa, enquanto as investigações seguem em andamento pela Polícia Civil de São Paulo.
Advogado dá declaração contundente
O advogado deixou clara sua convicção sobre o que teria acontecido dentro do apartamento do casal. “Eu não tenho dúvidas que ele matou ela”, disse. Na mesma declaração, o defensor reconheceu que a responsabilidade de comprovar a hipótese cabe aos investigadores responsáveis pelo caso.
A Polícia Civil passou a tratar o episódio como morte suspeita depois que surgiram questionamentos sobre a versão inicial de suicídio. Laudos periciais apontaram marcas de unhas e arranhões no pescoço da policial, além de lesões no rosto e indícios de disparo à queima-roupa. Outro ponto considerado incomum pelos investigadores foi o fato de a arma ter sido encontrada ainda na mão da vítima.
Investigação da morte de Gisele Alves
Além das análises técnicas, a investigação também reúne depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal vivia. A Justiça determinou que o caso fosse encaminhado para a Vara do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida. Enquanto aguardam novos laudos da Polícia Técnico‑Científica, os investigadores buscam esclarecer definitivamente se a morte da soldado foi resultado de suicídio ou de um possível feminicídio.
