Boletim médico aponta piora na função renal de Jair Bolsonaro e mantém ex-presidente na UTI

Médicos relatam declínio renal e aumento de inflamação, sem previsão de alta da UTI.

PUBLICIDADE

O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu um retrocesso na manhã desta segunda-feira (16), conforme aponta o relatório mais recente do hospital DF Star, em Brasília. Segundo os médicos, houve um declínio na função renal, fator que impossibilita estabelecer uma data para a saída da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

PUBLICIDADE

Apesar de o quadro geral ser descrito como estável, o monitoramento dos processos inflamatórios exige cautela, já que a nota oficial assinada pela equipe relata que o paciente apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios.

Tratamento intensivo contínuo

Atualmente, Bolsonaro segue em tratamento intensivo com o uso de antibióticos e reposição de líquidos por via endovenosa. Para auxiliar na recuperação da broncopneumonia bilateral aguda, ele também é submetido a exercícios de fisioterapia motora e respiratória. Os profissionais de saúde mantêm vigilância constante para impedir o surgimento de novos problemas, destacando que não há previsão de alta da UTI neste momento e que estão sendo aplicadas medidas de prevenção de trombose venosa.

Flávio Bolsonaro comenta quadro de insuficiência renal

Durante uma agenda oficial no estado de Rondônia, o senador Flávio Bolsonaro compartilhou atualizações sobre o estado de saúde de seu pai. Segundo o parlamentar, embora o quadro clínico tenha apresentado estabilidade, o processo de recuperação ainda caminha de forma lenta e não evoluiu conforme o esperado nas últimas 24 horas. Flávio mencionou que, de acordo com o boletim médico mais recente, há uma preocupação com a sobrecarga renal e indícios de uma possível insuficiência, mas ressaltou que a situação está sob controle médico.

O motivo da hospitalização foi um mal-estar ocorrido na Papudinha, onde o ex-presidente apresentou vômitos e uma acentuada dificuldade respiratória. Os exames posteriores confirmaram um diagnóstico de broncopneumonia, originada por crises de refluxo que provocaram uma broncoaspiração, resultando na entrada de conteúdo gástrico nos pulmões.